A
terapia de auto-ajuda é um termo abrangente, usados por dezenas de práticas que
empregam supostos processos místicos interiores para a cura pessoal.
Essas
práticas envolvem a introspecção (exame que a pessoa faz dos próprios
pensamentos e sentimentos) para buscar a pretensa “sabedoria da saúde” de guias
interiores, imaginação “santificada”, ”padrões” Junguianos etc. Os conceitos da
psicologia de Jung são particularmente empregados nessas práticas.
O
pressuposto básico é que cada pessoa tem um “núcleo divino” ou um “eu superior”
que pode ser contatado através de métodos apropriados como: meditação,
visualização, práticas xamanistas, etc.
Este núcleo místico é um depósito de
sabedoria e informações sobre inúmeras questões, inclusive saúde e cura. Dezenas
de milhares de pessoas no mundo ocidental foram literalmente expostas aos
métodos da terapia de auto-ajuda ou fazem uso deles hoje. O reavivamento do
ocultismo e a insatisfação com os tratamentos médicos tradicionais abriram a
porta para uma grande variedade de terapias alternativas em nossa sociedade.
Os
patrocinadores das técnicas holísticas de saúde e a Nova Medicina prosperaram,
oferecendo aos pacientes soluções simples para doenças complexas, assim como
práticas e remédios declarados como não apresentando efeitos colaterais.
Em
nossos dias, milhares de médicos e enfermeiras estão fazendo uso desses
métodos.
CRÍTICAS
Embora continuem populares, os
livros e programas de auto-ajuda têm sofrido críticas por oferecer
"respostas fáceis" para problemas pessoais complicados.
De acordo com
essa visão, o leitor ou participante recebe o equivalente a um placebo enquanto
o escritor e o editor recebem os lucros
O livro God is My Broker
("Deus é meu Agente") afirma, "O único modo de se tornar rico
com um livro de auto-ajuda é escrever um".
Livros de auto-ajuda também são
criticados por conter afirmações pseudo-científicas que podem induzir o comprador
a seguir “mau caminhos" e citações de teorias de outros autores que não
condizem com o livro.
Outra grande crítica a auto-ajuda é o oferecimento de
coisas que podem não ser atingidas pelo leitor como riqueza ou saúde, bastando
acreditar em si mesmo, porém quando o leitor não atinge a meta proposta pela
auto-ajuda, este se torna infeliz por ser incapaz de realizar seus desejos.
Por
fim, Wendy Kaminer, em seu livro I'm Dysfunctional, You're Dysfunctional
("Eu sou deficiente, você é deficiente"), critica o movimento da
auto-ajuda por encorajar as pessoas a focarem o desenvolvimento pessoal, em vez
de se unirem a movimentos sociais, para resolverem seus problemas.
REFUTAÇÃO
A
terapia de auto-ajuda não passa, infelizmente, na maioria das vezes, de
espiritismo camuflado sob uma terminologia neutra e redefinida como potencial
humano latente.
Os possíveis riscos incluem influências ocultas e problemas
relacionados com a tentativa de automedicação numa doença grave.
Além de sua
falta de credibilidade cientifica, essas práticas devem ser questionadas por
causa de seu envolvimento com os métodos ocultistas sobre os quais a Bíblia
adverte (Deuteronômio 18.10-12).
O problema básico com a terapia de auto-ajuda (isto
é, uso de guias interiores e da imaginação para a cura pessoal) é a confiança
em uma suposta natureza interior divina.
Biblicamente, a natureza interior do
homem não é divina nem é um depósito de sabedoria divina; pelo contrário, a
verdadeira natureza do homem é pecadora e serve a si mesma (Jeremias 17.9; Mateus
15.19,20).