Jorge Amado queria "escrever para o povo", seguindo exemplo de escritores que, mundo afora, abraçaram a utopia
socialista.
Dessa forma, superou o aspeamento dos falares matutos dos regionalismos que antecedem os romances dos anos 30.
Para Jorge Amado, se a
literatura era a vida, as palavras também significavam vida, sem complicação. O foco está na criação de uma espécie de sociedade utópica, sem preconceitos e hierarquias, inclusive as das palavras.
Ele põe na boca dos seus personagens sua linguagem, suas particularidades lingüísticas e fonéticas, nos diferentes contextos que eles usavam. Sua linguagem lírica teria, portanto, precisão poética, colocando a "língua do povo" e palavras características de diversas realidades socioeconômicas e culturais, privilegiando os menos favorecidos.
Há variações de romance a romance, sendo usada uma linguagem mais comum, plástica. Despertando nossa sensibilidade, retirando-nos do poço da gramática portuguesa, cujas rígidas regras nada tinham a ver com a língua falada pelo povo
brasileiro.
ninamar
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