A História do
Perfume – Pesquisa universitária de Serviço Social.
Autoras: Sara Melo, Leiliana Lima, Annie Dias e Juliana Patrícia.
Resumo de Lual
A
origem do perfume. O homem primitivo da era do fogo usava determinadas ervas para alimentar fogueiras, apreciando os diferentes aromas. A busca de determinado cheiro já era feita até mesmo na época pré-histórica. Os primeiros perfumes surgiram na forma de fumo, o termo “perfume” deriva do latim “per fumum” ou “pro fumum”, que significa “através da fumaça”.
No período Neolítico (a 4000 a.C.), cultivavam plantas das quais extraíam óleos essenciais, através da pressão feita com pedras.
Ligada às mitologias e aos rituais de purificação e limpeza em diversas culturas, e também à história da higiene no Ocidente. O uso ritual dos aromas estava ligado à práticas sagradas em algumas religiões. No Egito antigo, a cerimônias religiosas e fúnebres. Na sociedade, a utilização de perfumes estava associada à práticas de beleza e higiene, e freqüentemente de sedução.
No catolicismo, os óleos essenciais são usados na crisma e na extrema unção (sacramento que prepara os indivíduos para entrar no mundo dos mortos). O uso do incenso nas liturgias romanas e ortodoxas. O próprio significado da palavra Messias em hebraico (‘Masciah’) é ‘o ungido’ e se traduz para o grego como ‘Khristhós’, que não é um nome próprio, mas sim quer dizer ‘o ungido do Senhor’.
O vasto império romano contribuiu muito para a expansão da perfumaria, No século III, Roma se tornou a capital mundial do banho. Luxuosos rituais de banhos perfumados, defumação de ambientes, banhos compartilhados e a proliferação de saunas eram fomentados por cidadãos abastados, que tinham até a sola dos pés perfumada por escravos.
Até o século XVI, os perfumes faziam parte de um ritual de limpeza de objetos e roupas íntimas.
No século XVII, os diversos aromas são separados, identificando as classes sociais: burgueses e pobres. Pós brancos perfumados eram usados como sinal de status sobre as perucas das damas francesas. Por causa das ruas imundas e dos esgotos a céu aberto em Paris, homens e mulheres desfilavam pela cidade portando ramalhetes de flores, bolas de âmbar e bolsinhas pregadas à roupa de baixo. Nessa época, os perfumes ganham também, nas sociedades européias, atribuições terapêuticas.
. Após 1750 (séc. XVIII), o uso de perfumes fortes ainda caracterizava o odor da carne e do pecado. Havia até quem defendesse a abolição dos perfumes.
Atualmente, pode-se dizer que o uso de perfumes está ligado a um conjunto de características, que marcam a personalidade do sujeito-consumidor. Fazem parte de um lucrativo e gigantesco mercado de produtos de beleza, incluindo aromatizadores de ambientes, cosméticos e até produtos de uso terapêutico. Os perfumes estão inseridos no mesmo sistema da moda, que regula “tendências” de estilos.
Há ainda, o perfume do dia e o da noite e o perfume masculino e o feminino. O importante mesmo é marcar as diferenças e oposições entre um e outro. O perfume faz parte da linguagem da sedução e da conquista. O tipo “doce” compreende uma categoria para ocasiões especiais, provavelmente de conquista amorosa. Portanto, determinadas fragrâncias têm seu significado bastante datado.
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