Tenho refletido sobre o papel dos indivíduos na
sociedade e o livro de Nobert Elias - Sociedade dos Indivíduos - me impressiona demasiadamente.As
pessoas vivem em uma
rede, onde
somente conseguem se manterem através da interdependência.A criança na mais tenra idade carrega consigo um mero código genético que não traduz a sua ''humanidade''. Somente com a relação dentro da sua rede social é que será capaz de transformar-se em um ''ser humano''. Lógico que cada criança, em cada canto do mundo, irá adquirir freios e extensões que serão próprios de seu meio.A sociabilidade inerente às crianças só se evidencia quando se tem presente que as relações com as outras pessoas tem algum
significado. Esse significado é dado pelo modo em que o indivíduo vê o mundo. Acontece que esse ''ver'' é sempre condicionado, e a criança de Nova York não será como a criança de uma
aldeia do alto Xingú, no Brasil. Por outro lado, não podemos dizer que essa criança da grande cidade tenha uma capacidade de adaptação ao mundo, com a mesma facilidade da criança da aldeia. A dita felicidade será construída de acordo com a sua vivência e interdependência.Os medos, as alegrias, as frustrações irão
tecer essa vida, que irá ajudar a tecer outras vidas e nessa ''teia'' surgirá uma nova pessoa, um novo indivíduo e uma nova sociedade e quiçá uma nova nação.
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