Dizer que Platão* era apenas um filósofo,
mestre de Aristóteles e discípulo de Sócrates, seria uma extrema leviandade e até de certa forma covardia. Afinal, Platão é muito mais que isso.
O filósofo grego, entre muitas coisas, foi um defensor da modéstia da
sabedoria e da busca interminável por mais conhecimento. Por isso defendia que inteligente é aquele que sabe que não sabe. Nesse aspecto é interessante o que ele escreve sobre a sabedoria onde não ser sábio é o mesmo que ser ignorante e que ainda
existe uma faixa intermediária entre a ignorância e a sabedoria. Quem estaria nessa faixa seriam apenas as pessoas que detém a opinião verdadeira. Para Platão existe dois mundos: O mundo material onde o homem pode ter somente a opinião e a técnica, que permitia a sua sobrevivência, e o mundo das idéias, o que seria o verdadeiro
conhecimento filosófico.
Porém, interessante mesmo é a análise que ele faz sobre a alma. Nesse ponto, Platão teve forte influência do mestre Sócrates. Sua filosofia baseava-se em descobrir ou buscar a essências das coisas. Seus pensamentos e suas reflexões buscavam assim o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando o homem não enquanto corpo, mas, enquanto alma. Para ele o conhecimento que continha na
alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível. Sobre vida após a morte, Platão dizia haver um lugar para as almas até que essas retornassem a vida. Ou seja, para um corpo. Buscaria-se assim um guia seguro de ação correta, o que seria a parte racional da alma, que passaria pelo aprendizado. uma espécie de reconheciemntos sobre a vida
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