Este é um livro dirigido, não só a pais ou a especialistas, mas a todos aqueles que se interessam pelas questões da infância e das respectivas disfunções comportamentais.
Mas sobretudo pais, educadores, estudantes de
psicologia e ciências da educação, encontram nesta obra, claramente exemplificadas e sistematizadas, estratégias adequadas e eficazes para lidar com situações problemáticas que surgem com frequência nos primeiros anos de vida, como a indisciplina, o capricho, a rebeldia, a teimosia ou a
violência.
A clareza a simplicidade da exposição, a par com os conhecimentos profissionais e académicos das duas autoras – ambas professoras de Psicologia na Universidade Complutense de Madrid – e a forma prática como conseguem transmiti-los, contribuem para fazer desta obra um livro fundamental para lidar com a desobediência dos mais novos e, em particular, para quem trabalhe directamente com crianças, como professores ou educadores de infância.
«A Desobediência: Um problema quotidiano», «Porque é desobediente o meu filho?» ou «Alguns procedimentos para modificar a conduta», são apenas alguns dos temas aprofundados neste livro, que apresenta casos e métodos concretos de resolução para os problemas infantis mencionados, por forma a desenvolver nas crianças comportamentos equilibrados e socialmente saudáveis.
As autoras definem, de resto, numa frase o objectivo central do livro: «Como podem os adultos (pais, professores, psicólogos, etc.) ensinar as crianças a comportar-se de forma adequada».
No capítulo subordinado ao tema «Que fazer com o meu filho?», as autoras não se limitam a explicar os “porquês” das atitudes negativas e destrutivas das crianças, mas também apresentam sugestões bastante úteis sobre como lidar com problemas e comportamentos concretos, designadamente como dar ordens, como lidar com a criança “surda”, com a criança que diz sempre “não” ou com as irritantes e frequentes
birras dos mais pequenos, ensinando, por exemplo, a dar ordens. O reforço das condutas positivas e alternativas às indesejáveis ou o chamado “castigo positivo” são alguns dos métodos preconizados.
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