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Shvoong Home>Ciências Sociais>Psicologia>Resumo de Posição Esquizo-Paranóide

Posição Esquizo-Paranóide

Resumo do Artigo   por:Caramuru666     Autor : Melanie Klein
ª
 
POSIÇÃO ESQUIZO-PARANÓIDE

É a primeira das posições que Klein fala. “Esquizo” significa divisão e se refere a um mecanismo de defesa típico dessa posição chamado cisão. Paranóide significa perseguição, ter sentimentos persecutórios, sentir ansiedade persecutória.
Ocorre aproximadamente entre o nascimento e o terceiro/quarto ano de vida. Nesta posição, o objeto principal de investimento catexial é o seio. As relações com o objeto são parciais, ou seja, a criança se relaciona com parte do objeto que no caso é o seio e não a mãe como um todo.

Neste período, a criança tem suas primeiras experiências que praticamente se resumem ao contato com o seio que pode ou não gratifica-la. Sua já se encontra relativamente estruturado e é capaz de se utilizar de alguns mecanismos de defesa.

Se o seio atende a criança, ela investe nele pulsões libidinais, ama-o e gosta dele. Se o seio não a atende, a criança investe pulsões agressivas contra ele como uma forma de se defender daquilo que lhe agride e volta à libido para si (libido narcísica).

Ao nascer, o bebê já nasce com medo do seu próprio instinto de morte e deve-se defender dele e a forma de defesa é projetando seu instinto de morte no objeto. No caso, a criança, com medo de suas pulsões agressivas, projeta-as no seio. Assim, na concepção do bebê, o seio fica repleto de agressividade e torna-se um objeto persecutório.
Uma forma de se defender do seio que agora o percebe é introjetando-o, pois assim fica mais fácil pro bebê controlar a ameaça. Mas quando ele introjeta o seio agressivo ele sente outro medo, pois agora passa a ter medo de um objeto interno mal que passa a ameaçar o objeto interno bom que é o seio que a gratifica e que também foi introjetado e seu próprio self.

Para se defender do objeto interno mal, ele novamente utiliza-se da projeção e projeta novamente num objeto externo que é, novamente, o seio.

Assim, cria-se uma sucessão de projeções e introjeções de forma que o bebê está a todo o momento se defendendo do objeto externo e do objeto interno ameaçador. Neste “ciclo”, o bebê vai fazendo identificações projetivas e introjetiva.
Em todo este processo, a criança vai tendo a impressão de estar com um objeto com dois aspectos: bom e mau. Isso cria uma ambivalência e um mal estar na criança, pois ela fica dividida. Tem ora que gosta, tem ora que odeia e os sentimentos se atrapalham.

Essa ambivalência faz a criança se utilizar de um mecanismo de cisão. Ela cria um objeto bom e um objeto mau, o seio bom e o seio mau, que vem a ser um protótipo de todos os objetos bons e maus que perceberá futuramente. Por exemplo, uma pessoa que briga com um colega e sente raiva, mas um minuto depois o convida para sair como se não mais sentisse raiva. Ela está numa posição esquizo-paranóide.

A medida que o bebê vai crescendo, ele vai conseguindo suportar a angústia e vai sendo capaz de fazer uma integração entre os objetos bons e maus. Quando seu ego já está mais estruturado, ele pode fazer a integração dos objetos bons e maus e passar a ter uma relação total com o objeto, ou seja, percebe a mão como um todo, dando assim fim a posição esquizo-paranóide e inaugurando a posição depressiva.

Se a pessoa ficou mais marcada na posição esquizo-paranóide, ela terá a impressão de que o mundo é desfavorável a ela, é agressivo. Passa a sentir medo de ser destruída pelo objeto.

A criança também poderá apresentar uma voracidade ou uma inveja em relação ao seio. Na voracidade, ela não se contenta apenas em alimentar-se através do seio, ela quer sugá-lo, esvazia-lo. Já na inveja, a criança não suporta se sentir inferior, dependente do seio (inveja primária) e quer destruí-lo, a final, não suporta saber que há algo que ela dependa e que é melhor do que ela.

A voracidade é exatamente a defesa contra a inveja, pois, se esvaziado o seio, a criança não mais sentirá inveja de um objeto vazio, inferior a ela.

Além da voracidade, há outras defesas que a criança pode se utilizar contra a inveja:

· Idealização: o objeto é sentido como tão distante que não é invejado.

· Triunfo: vide defesas maníacas.

· Desprezo: vide defesas maníacas.

Publicado em: 09 janeiro, 2013   
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