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Entrei Biblioteca Municipal para “arejar as idéias”, seguindo recomendações neurológicas.
Vagando entre as estantes,
deparei-me com um livro que fisgou minha percepção.
A capa era belíssima, ilustrada com um daqueles quadros de Escher, pássaros ou peixes num vai- e- vem atormentador, cinestesia que turva a visão! Não posso forçar muito a memória, vocês sabem do que estou falando...
O livro chamava-se “Compêndio Paradoxal”, incidentalmente abri na página 45, em letras enormes, ocupando toda a página, lia-se “Aviso: Hoje não tem Aviso!”
Ri, ri muito, demasiadamente, além do que devia!
Pela minha narina direita escorreu denso sangue hemorrágico: O aneurisma rompeu-se. Morri.
Publicado em: novembro 01, 2009
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