É claro que faz tempo que nossa sociedade moderna deixou de acreditar em inúmeras superstições e idéias sem fundamentos
concretos. E algumas delas dizem respeito aos sonhos. Os sonhos, como hoje sabemos, são apenas lampejos vindos da parte inconsciente do nosso cérebro. Digamos que estes sejam como descargas elétricas com a função de aliviar a sobrecarga mental cotidiana.
Diante de todo o misticismo, os números, as premonições, ligações com a magia e mesmo citações bíblicas, é comum acreditar que os sonhos pertencem ao campo do
sobrenatural. De certa forma, os sonhos às vezes são avisos, pois, o mundo é cheio e perigos que em geral não percebemos conscientemente. Mas o nosso inscosciente, que é uma parte nossa muita poderosa, está ali, como uma antena, para nos avisar sobre muitos perigos em potencial. E é através dos sonhos que ele se manifesta. Ele usa uma linguagem caótica, sem regras claras, confusa e principalmente de uma simbologia que nos atordoa. Os sonhos também nos servem como meio de aliviar tensões psíquicas, equilibrar o emocional. Sonhar, muitas vezes pode ser o único meio de realizar desejos impossíveis ou descarregar
sentimentos que na vigília não podemos, em circunstância do meio em que vivemos e de uma série de comportamentos que devemos seguir: ou seja, sonhar também funciona como uma verdadeira válvula de escape para os nossos sentimentos e emoções mais fortes.
Os sonhos, que muitas vezes são encarados pelas pessoas como um fenômeno demoníaco, sobrenatural ou extravagante, na verdade é um grande aliado para nós, a medida em que ele regula as nossas atividades psicológicas, abrindo espaço para que o nosso inconsciente e o nosso consciente se comuniquem melhor um com o outro, se entendam e, trabalhando juntos, tragam benefícios às nossas vidas.