Todas as variações não propriamente linguísticas inerentes à comunicação (o tom, o timbre, a intensidade da voz, as pausas, etc.) foram também apelidadas por Trager (1958) de paralinguística. Este investigador dividiu o conceito em duas categorias principais: a qualidade da voz e as vocalizações. Dentro desta classificação surgem elementos como o timbre e a extensão, as secreções
vocais ou o tom e a ressonância. Semelhante classificação propõe Argyle (1975), colocando de um lado os
sinais que se relacionam com o discurso (sinais prosódicos, sinais de sincronização, etc.) e os que são independentes desse mesmo discurso (riso, choro, suspiros, pronúncia, etc.).
Já mais recentemente, Laver e Trudgill (1982) apresentam três tipos de
indicadores vocais: os referentes às características físicas, idade, sexo e saúde do
falante; os relacionados com as características sociais do falante e os que se referem às características psicológicas do mesmo falante. Neste caso, os indicadores vocais assumem funções mais informativas do que comunicativas, principalmente quando não produzidos intencionalmente. Tais distinções conceptuais dão origem a três categorias de comportamento verbal: características extralinguísticas da voz, características paralinguísticas do tom de voz e características da realização fonética de unidades linguísticas. As primeiras relacionam-se com factores anatómicos do aparelho vocal, as segundas têm a função de enviar informações sobre o estado emocional, ficando para as terceiras questões que dizem respeito ao sotaque ou pronúncia do falante.
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