Relato autobiográfico de Temple Grandin, diagnosticada como
autista na infância, conta com detalhes impressionantes sua trajetória
em busca de adaptação ao que ela denomina mundo real. As memórias da infância, dos tempos de escola, as férias na fazenda e as novas descobertas, bem como seu próprio esforço para se fazer compreender e respeitar, mostram o lado muito humano e ao mesmo tempo sofrido, de uma jovem repleta de potencial intelectual e porém desprovida de recursos afetivos. É o mundo do
autista descrito por ele mesmo.
A consciência de suas dificuldades a deixava intrigada e isto a levava a viver um constante embate consigo e com suas inquietações. Para amenizar o desconforto causado por elas, a autora criou a "máquina do abraço", que por muitas vezes foi seu lugar de refúgio.
Grandin é um referencial de sucesso profissional. O transtorno não foi motivo para uma vida reclusa, mas antes, uma ferramenta que lhe permitiu alcançar grandes conquistas, até os dias de hoje.
Referência:Grandin, Temple. Uma
menina estranha. São Paulo: Companhia das letras, 1999.ISBN 85-7164-963-4.