Numa visão Marxista poderia me posicionar completamente contra ações sociais desenvolvidas
por empresas a partir de incentivo por dedução fiscal. No entanto, avaliando sob um novo paradígma torna-se possível encontrar os prós e os contras destas medidas.
É certo que o Governo se beneficia com a questão visto que se isenta de parcela significativa de suas reais responsabilidades, também é certo que os programas desenvolvidos por Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e pelo setor empresarial são focalizadas e não promovem inclusão universal.
No entanto, vale lembrar que historicamente a má distribuição de terras e recursos foi um dos fatores fundamentais para o surgimento da questão social. Sendo assim, torna-se relevante levantar a discussão entendendo que estes recursos sob orientação ao público por eles atendidos podem obter resultados satisfatórios.
Entretanto, quando digo que podemos obter bons resultados não pretendo aqui eximir o Estado de suas obrigações, mas entender como algo associado a intervenção Estatal a partir de Políticas Públicas.
As ações devem ser
desenvolvidas sob orientação aos usuários dos serviços prestados entendendo o processo no qual estão inseridos, concomitantemente o Estado deve ser comprometido com a parte que lhe cabe faze não havendo possibilidade de repasse total de suas atribuições.