Continuação...
Em decorrência de pesquisas, realizadas entre 1950 e 1970, as quais ostentavam a idéia de que, segundo Mônica Herz, “nem as organizações internacionais existentes nem os Estados nacionais seriam suficientes para lidar com os crescentes problemas internacionais (p.46)”. Partindo desse princípio desenvolvem-se estudos a respeito de integração regional, a qual era vista como resposta mais completa para a insuficiência dos atores do sistema internacional, no que se refere a soluções de problemas no mesmo. Contudo, a autora salienta que o conceito de integração sofre uma crise devido à estagnação do processo integracionalista europeu e as críticas tanto de cunho epistemológico quanto conceitual.
Os anos 80 foram marcados, de acordo com Herz, pelo “novo ímpeto integracionalista na Europa <...>, retomada dos estudos sobre integração com o relançamento do programa de pesquisa neofuncionalista e o desenvolvimento de outras perspectivas (p.46)”. Além disso, a autora também cita o desenvolvimento de trabalhos sobre regimes internacionais nessa época.
Entre os temas que foram destaques nos anos 90, Mônica Herz aponta a transição do papel das OIGs no sistema internacional, onde estas organizações deixaram de ser apenas meros organismos e passam a ser considerados atores efetivos, debates referentes a atores transnacionais, e o aumento da influência das ONGIs e OIGs no meio internacional.
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