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A Escola e a Construção de uma resposta social

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Autor : Oscar da Silva
Resumo escrito por : biologojc
Visitas : 151  palavras: 900   Publicado em: janeiro 30, 2008
A ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DE UMA RESPOSTA SOCIAL
 
Partindo-se da leitura do texto, de Mônica Pereira dos Santos, onde discute alguns aspectos denunciadores de uma apropriação ideológica da idéia de globalização, constata-se pelo menos duas formas de leitura: uma de paradigma humanista / democrático e outra resultante de apropriações político-partidárias sobre o tema, que terminam por localiza-lo numa perspectiva meramente economicista.
As várias implicações de ambas as leituras descansam no processo de inclusão de portadores de deficiência na rede regular de ensino.
Quando se discute a política de globalização, dois são os elementos que à primeira vista aparecem como centrais: o reconhecimento factual de que a globalização existe e configura uma nova ordem internacional e de que são possíveis variadas inserções nessa ordem internacional globalizada. A globalização não permite expectativas de auto mutismo ou o quietismo político.
Pode-se aplicar dois significados ao uso da palavra globalização – primeiro significando um processo em si decorrente de rumos históricos seguidos pela humanidade e reforçador de propostas de cunho social que primam pela equalização de direitos e valores entre seres humanos.
Segundo significando um conceito que pode ser apropriado por diversos ideológicos (não menos históricos) e assumindo, conseqüentemente, um caráter legitimador de interpretações parciais e determinados de certos estados sociais ideologicamente produzidos, encarados como se fossem “naturais” e deslocando o foco de discussões políticas e práticas sociais para uma perspectiva economicista.
No sentido humanista, que prime pela igualdade de valores entre seres humanos e pelo respeito à diversidade e pluralidade de sua experiência, a única forma de fazer valer esta situação seria através do uso máximo e do acesso total aos mais variados meios de comunicação (rádio, TV, telefone, computador). Porque quanto maior o número de sentidos utilizados maiores as chances de comunicação total da experiência.
No sentido economicista, acontece uma mudança de ênfase do núcleo moral para o econômico, ao invés de igualdade de valores e direitos entre seres humanos e do reconhecimento e respeito ás diferenças, prioriza-se o econômico. Coloca-se uma questão: Quem tem real possibilidade de acesso a toda tecnologia? Quem tem condições de desenvolve-la e mantê-la? Certamente a informação e o conhecimento nunca foram tão propagados quanto hoje. Mas ainda necessita, entre outras coisas, de equipamentos especiais para seu acesso, geração e manutenção. Ainda que toda a tecnologia em teoria, facilite o acesso, este acesso ainda não está garantido de fato, o que gera uma desigualdade cultural, o que por sua vez, retroalimenta as desigualdades sociais. E em nome de um suposto respeito às diferenças, os mais poderosos continuam exercendo suas diferenças e impondo seus hábitos culturais aos que não dispõem das mesmas condições.
Informar é preciso. Estudar é preciso. Confrontar é preciso, como querer mudar e mudar de atitudes também o é. Não podemos acreditar que seja verdadeira a idéia de que quando um não quer dois não fazem: Apesar das diferenças essenciais entre as apresentadas sobre globalização um consenso fica claro em ambas: o momento prima pelo diálogo pelo embate saudável de idéias e tentativas de convencimento. A luta é sempre política, seja qual for o sentido dado à globalização. Nunca o conhecimento foi tão importante como nos dias em que vivemos. E a tendência perece ser a de que isto se formará cada vez mais crucial à continuidade saudável de nossas relações de nossos rumos. Afinal não podemos mudar o que desconhecemos.
Buscando compreender as colocações da autora partiu-se para uma pesquisa de campo onde foi observado que a inclusão é de fato uma resposta dada pela escola à sociedade. Quando a escola recebe portadores de deficiência e ou sabe interpretar e trabalhar com os anseios e necessidades da sociedade ela está participando da construção de uma resposta social para tornar válido o termo “Escola Cidadã” e de fato ser uma instituição cidadã que transforma os que a buscam em verdadeiros cidadãos.

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