Em nosso dia-a-dia, fazemos
movimentos que nos parecem simples, pois nosso comportamento
motor foi desenvolvido e objetivado, a partir do cérebro, a reconhecer o espaço e a garantir um refinamento de movimentos que hoje fazemos sem esforço algum. Esta ativação dos sistemas, relacionada à coordenação motora e toda estrutura mecânica de cada movimento feito não é tão estudado quanto deveria, pois as pesquisas nesta área são poucas, apesar delas serem significativas. Nos
estudos feitos, percebeu-se que o bebê é muito ligado ao que ocorre a sua volta, havendo uma troca interativa muito forte. Existem relações dinâmicas relacionadas à ação, percepção e cognição no
Estudo do desenvolvimento motor, desde o bebê tentar pegar um objeto, até ele manter comunicação não-verbal com a mãe, por exemplo, fazendo
pequenos gestos. Descobriu-se que a percepção faz com que os indivíduos, desde muito pequenos, modifiquem suas ações de acordo com suas habilidades e características de seu desenvolvimento corporal, e as modificações do
ambiente a sua volta. Portanto, o ser humano modifica suas ações em razão do ambiente, e a modificação deste ambiente, conseqüentemente, muda as ações do indivíduo, estimulando-o a novas, e assim sucessivamente. Sendo assim, o educador físico, como pesquisador do desenvolvimento motor, deve dar total atenção ao estudo e as perspectivas das experiências motoras, trabalhando e fundamentando estes estudos com relação a dados motores, mas sem esquecer das emoções embutidas nos comportamentos. O profissional de Educação Física deve, assim, associar, e muito, sua profissão a ligação de que o ambiente e as emoções são parte essencial do desenvolvimento motor do indivíduo, pois esta é a área principal de seu estudo e atuação.
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