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Shvoong Home>Ciências Sociais>Educação>Resumo de O Ensino por Unidades Didáticas: análise da experiência do Colégio Nova Friburgo

O Ensino por Unidades Didáticas: análise da experiência do Colégio Nova Friburgo

Resumo do Livro   por:PabloSantos     Autor : Pablo Silva Machado Bispo dos Santos
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No presente artigo, Pablo Silva Machado Bispo dos Santos procura discutir as relações entre a Pedagogia de Herbart e a experiência educacional desenvolvida no Colégio Nova Friburgo, escola de grande prestígio no Brasil entre os anos de 1950 e 1970. A pedagogia desenvolvida no Colégio Nova Friburgo (CNF) utilizava como pedra fundamental o Método de Unidades Didáticas, criado e desenvolvido no âmbito deste Colégio. Igualmente foi ressaltado o fato de que tal método possuía um duplo suporte, calcado na filosofia e na psicologia. Se em relação aos aspectos disciplinares da pedagogia do CNF, a sua base era a psicologia gestaltista, em relação aos elementos do ensino desenvolvidos no CNF, seu referencial teórico remonta à noção de unidades, difundida por Henri Morrison, em 1926, e cuja filiação teórica aos passos da instrução formal de Herbart se mostra bastante estreita. Antes de ser aprofundado o modo como esta teoria veio a estruturar os programas de ensino e a organização curricular do CNF, torna-se necessário trazer á baila os seus principais postulados, bem como explicitar em que aspectos tal teoria se aproxima dos passos da instrução formal de Herbart. Com vistas a compreender o Método de Unidades Didáticas desenvolvido e aplicado no CNF, faz-se necessário compreender as características fundamentais da noção de unidades, cunhada por Henri Morrison em 1926: um aspecto complexo e significativo do meio, de uma ciência organizada, de uma arte ou da conduta, o qual, uma vez aprendido resulta em uma adaptação da personalidade.Este “aspecto complexo e significativo” deveria ser: “suficientemente amplo para ser importante e possuir suficiente homogeneidade para constituir um todo orgânico (Morrison, citado por CARVALHO, 1969), e teria ainda uma classificação pautada numa distinção primordial entre três tipos de unidades: a) unidade-matéria: um tópico, uma generalização; b) unidade-experiência: um centro de interesse, um propósito, uma necessidade do aluno; c) unidade-mista (unidade didática): uma atividade de descoberta e verificação normativa e crítica.Em relação às diferenças entre o Plano Morrison e o Plano do CNF, deve ser mencionado o fato de que, a despeito da grande influência das idéias de Henri Morrison na composição do Plano CNF, ainda assim, o planejamento do ensino no Colégio possuía mais algumas etapas (as de suplementação e verificação), as quais propunham atividades de ensino a elas relacionadas. Assim, na etapa da suplementação, por exemplo, estariam previstas atividades nas quais o aluno pudesse com o auxílio do professor, repetir as etapas de apresentação geral e estudo/assimilação das subunidades, para que, a partir daí pudesse novamente se submeter à etapa de verificação (realizada com o acompanhamento do professor no momento da elaboração do exercício pelo (s) aluno(s)) e, por fim (caso se houvesse verificado a aprendizagem do(s) aluno(s)), passar à etapa final, a de expressão, (relativa à verificação da aprendizagem por meio de exercícios escritos). O Plano do CNF seria, portanto a dimensão experimental da didática desenvolvida neste Colégio. Divulgado como sendo um método de excelência por Irene Mello Carvalho, ainda assim, não se pode dizer que a opinião em relação à excelência deste método seja consensual.
A unidade didática seria a matriz da organização pedagógica, no que se refere aos programas de ensino e à estruturação curricular do CNF. A esse respeito, Irene Mello Carvalho indica que: (…) No que se refere à articulação entre as unidades didáticas, realizada com o objetivo de compor uma grade curricular e/ou um plano de curso de uma disciplina, é interessante observar o modo como a unidade-didática vem a se configurar como elemento regulador das relações entre ensino-aprendizagem, pois os objetivos do ensino no que se refere à sua dimensão comportamental partem desta noção, e seguem um plano composto das seguintes etapas: exploração, apresentação, assimilação, organização, recitação. Antes de prosseguir no exame de cada uma destas etapas, cabe identificar em que esta proposta pedagógica se aproxima da teoria dos passos da instrução formal de Herbart. ) a respeito do ensino por unidades didáticas, é possível perceber que as fases do Plano Morrison foram dispostas de maneira análoga aos passos da instrução formal de Herbart[1] . Antes de seguir em direção à análise do modo como o Plano Morrison foi apropriado e utilizado no CNF, cabe detalhar em que consiste cada uma de suas fases.As fases do Plano Morrison correspondem às seguintes atividades didáticas: a) Exploração: etapa em que o professor deve reunir os elementos relativos ao tema que irá tratar, com vistas à elaboração das atividades de ensino; b) Apresentação: exposição sucinta do conteúdo pelo professor; c) Assimilação: proposição de exercícios de fixação, com vistas a fazer com que o aluno assimile os pontos fundamentais de cada unidade didática; d) Organização: nesta etapa, o aluno deve realizar atividades alusivas ao tema sem o auxílio do professor; e) Recitação: na etapa final o aluno deve realizar uma exposição oral a respeito do assunto trabalhado, cabendo então a avaliação final da aprendizagem através da avaliação do desempenho do aluno nesta atividade. A partir destas etapas, concernentes ao Plano Morrison, o CNF teria desenvolvido um método de ensino próprio, o método do Ensino por Unidades Didáticas. [1] Os passos da instrução formal propostos por Herbart se estruturam a partir de uma seqüência que vai da exposição oral do professor (passo da clareza) até o domínio por parte do aluno, do método de efetuação da atividade proposta, dominando assim, na fase denominada “Método” , a forma invariante de apreensão de conteúdos correlatos .
Publicado em: 08 fevereiro, 2007   
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