Psicologia das Massas e análise do eu Parte I IntroduçãoFreud propõe aqui que não existe entre a psicologia social e a individual
uma separação. Antes existe uma continuidade. E isso faz com que determinados processo possam ser explicados a luz da psicanálise.Parte IIA descrição de Le Bon da mente grupalA psicologia pensada apenas no indivíduo não consegue explicar porque ele age de forma diferente quando em massa. que é uma massa? Como adquire a capacidade de exercer uma influência decisiva na vida mental do indivíduo? Qual a natureza da alteração mental que ele força no indivíduo?Massa é
um ser provisório formado por células Três fatores que para Le Bom levam o individuo a agir de maneira diferente na massa:1º Sentimento de poder invencível 2º Contágio 3º Sugestionabilidade Freud salienta que Le Bon não indica a quem seria o hipnotizador. Le Bon mostra a semelhança com a vida mental dos povos primitivos e das crianças.A massa não anseia pela verdade; exige ilusões e não pode passar sem elas.Uma massa é um rebanho obediente, que nunca poderia viver sem um senhor. Possui tal anseio de obediência, que se submete instintivamente a qualquer um que se indique a si próprio como chefe.Parte IIIOutras descrições da vida mental coletivaNenhuma das afirmativas desse autor apresentou algo de novo. O peculiar a Le Bon são as duas noções do inconsciente e da comparação com a vida mental dos povos primitivos.Outras manifestações de formação de grupo que atuam em sentido exatamente contrário, e das quais uma opinião muito mais elevada da mente grupal deve necessariamente decorrer: Os princípios éticos de uma massa podem ser mais elevados do que os dos indivíduos que o compõe; O trabalho intelectual revelado na linguagem, no folclore, nas canções populares Freud diferencia as descrições de Le Bom e outros para massas de caráter efêmero. Cita McDougall : uma multidão ocasional só se torna uma massa no sentido psicológico quando há algo em comum uns com os outros, um interesse comum num objeto, uma inclinação emocional semelhante numa situação ou noutra. Isto tem como resultado a exaltação ou intensificação da emoção produzida em cada membro.A massa não organizada é emocional, impulsiva, violenta, influenciável, sem auto-critica.Cinco ‘condições principais' para a elevação da vida mental coletiva a um nível mais alto. continuidade de existência no grupo. idéia definida da natureza, composição, funções e capacidades do grupo, para desenvolver uma relação emocional com o grupo como um todo. interação com outros grupos semelhantes. tradições, costumes e hábitos tais, que determinem a relação de seus membros uns com os outros. estrutura definida, expressa na especialização e diferenciação das funções de seus constituintes.Parte IVSugestão e LibidoO indivíduo numa massa está sujeito, através da influência desta, ao que com freqüência constitui profunda alteração em sua atividade mental. Sua submissão à emoção torna-se extraordinariamente intensificada e sua capacidade intelectual é acentuadamente reduzida.Nosso interesse dirige-se agora para a descoberta da explicação psicológica dessa alteração mental que é experimentada pelo indivíduo num grupo."A palavra mágica sugestão".Freud se pergunta porque na massa cedemos ao contágio de uma emoção e quando sozinhos resistimos?O que nos compele é a imitação...Quem sugestiona..contra-sugestiona?Introduz o conceito de LIBIDOLibido é expressão extraída da teoria das emoções. Damos esse nome à energia, considerada como uma magnitude quantitativa (embora na realidade não seja presentemente mensurável), daqueles instintos que têm a ver com tudo o que pode ser abrangido sob a palavra ‘amor'.Os laços emocionais são a essência da mente das massas.Parte VDois grupos artificiais: a igreja e o exércitoFreud vai destacar uma distinção entre grupos com líderes e grupos sem líderes.Dois grupos altamente organizados, permanentes e artificiais: ao Igreja e o exército. São grupos artificiais, isto é, uma certa força terna é empregada para impedi-los de desagregar-se e para evitar alterações em sua estrutura. Numa Igreja (e podemos com proveito tomar a Igreja Católica como exemplo típico), bem como num exército, prevalece a mesma ilusão de que há um cabeça — na Igreja Católica, Cristo; num exército, o comandante-chefe — que ama todos os indivíduos do grupo com um amor igual. Tudo depende dessa ilusão; se ela tivesse de ser abandonada, então tanto a Igreja quanto o exército se dissolveriam, até onde a força externa lhes permitisse fazê-lo.É de notar que nesses dois grupos artificiais, cada indivíduo está ligado por laços libidinais por um lado ao líder (Cristo, o comandante-chefe) e por outro aos demais membros do grupo. Como esses dois laços se relacionam, se são da mesma espécie e do mesmo valor, e como devem ser descritos psicologicamente, constituem questões que devemos reservar para investigação subseqüente. Freud destaca que outros autores deram pouca importância ao tema do líder, e afirma ter encontrado o caminho para explicar a falta de liberdade do indivíduo no grupo. Estaria no fato do indivíduo estar preso em duas direções por um laço emocional tão intenso.Analisa o fenômeno do pânico como mais um argumento a sua afirmação:O pânico surge pela dissolução dos laços que uniam o grupo ao seu líder e aos seus pares. O que faz surgir um medo gigantesco e insensato.
Mais resumos sobre Psicologia das Massas