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Shvoong Home>Ciências Sociais>Educação>Resumo de A construção da cidadania, a sociedade na era da informação - eleições

A construção da cidadania, a sociedade na era da informação - eleições

Resumo do Artigo Científico   por:lufalcao     Autor : Luzia Aparecida Falcão Costa
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Em tempos de propaganda eleitoral que, invasivamente, adentra os lares brasileiros e que candidatos a diferentes cargos utilizam de forma incessante a palavra cidadania, faz-se necessário retomar tal temática e buscar torná-la compreensível e significativa para nossos compatriotas. A priori, no entanto, é preciso que se entenda como ocorre a construção do cidadão, salientando que ela sempre deve ser iniciada tendo como foco principal o processo de conscientização e compreensão da realidade que cerca cada ser humano, uma vez que toda pessoa se forma a partir do conhecimento que vai adquirindo do mundo que lhe rodeia, através da educação formal (escolar) e informal. Esse conhecimento, portanto, é resultante das interpretações e dos significados que subtrai da realidade e das interações que realiza dentro do ambiente cultural onde se desenvolve, envolvendo, pois, um processo que contém tanto o cunho intelectual, quanto o moral e o ético. Vale ressaltar, entretanto, que homem hoje se desenvolve dentro de um mundo que, a todo instante, é permeado por diferentes e nem sempre adequadas informações que, além de propiciarem uma nova onda de mudança de valores que vem revolucionando as relações humanas, também são determinantes para a emergência de uma nova ordem social, exigindo que profundas reflexões sejam feitas sobre os novos papéis sociais que se apresentam. Trata-se, na verdade, de mais de um movimento de desconstrução de verdades, antes tidas como absolutas e imutáveis, como é o caso das inúmeras transgressões morais e éticas que, no cotidiano, têm sido denunciadas pela mídia em geral, especialmente quando se trata da grande parte dos membros pertencentes ao cenário político nacional. Muitos atos criminosos que os desabonam têm sido cometidos e não punidos, o que pode conduzir ao entendimento de que cometer falcatruas, tomar posse indevida do erário público, desviar verbas destinadas para a educação, saúde, etc., para fins escusos, fazem parte da própria política e, pior, que a justiça brasileira não está preocupada com tais bandalheiras e que dentro dela própria a corrupção também se encontra instalada. Diante de fatos tão graves, é preciso que se encontre uma forma de garantir às nossas crianças e jovens que vale a pena investir em uma formação integral humana e, para alavancar tal processo, é a escola que se apresenta como a única instituição com a qual ainda se pode contar, tendo em vista que dentre tantas outras, deve-se destacar a família que se desestruturou e se desarticulou, provocando e desencadeando inumeráveis violações.
Sendo assim, cabe à escola a incumbência de atuar de forma intensiva, fazendo com que cada aprendiz aprenda a ser responsável por seus atos, por menores que sejam, a conviver e respeitar todas as pessoas, independente da classe social a que pertençam. Deve ainda incentivar a idéia de que para se transformar em um cidadão todo sujeito necessita se tornar um membro crítico e reflexivo da sociedade, sem desprezar princípios básicos de igualdade (e não de estratificação social), solidariedade e fraternidade, assumindo as devidas obrigações que a cada ser é inerente e sabendo reivindicar os direitos que lhe são pertinentes. Isso inclui apresentar aos aprendizes a oportunidade de análise de candidatos, de atos de sua vida pregressa e atuais, já que atualmente estão disponíveis até na internet os nomes daqueles que fazem parte do intitulado “Ficha Limpa”, que só foi votado e colocado em prática após grande mobilização e pressão de toda a sociedade brasileira, devendo ser exemplificado, portanto, como um ato real e concreto resultante de uma ação cidadã. Exemplos concretos conduzem a atos concretos. Esta deve ser a base do modelo educacional que seja voltado para a formação de homens e mulheres cidadãos já que, como se tem notado, é preciso dar um basta a toda e qualquer tipo de ação que seja ludibriosa, incompatível e que se contraponha a valores invioláveis como são os que se referem tanto à dignidade, quanto à honestidade e ao respeito humano.
Publicado em: 26 agosto, 2010   
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