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As diferentes fases da Educação no Brasil

Resumo de : netpinheiro
Visitas : 159  palavras: 900   Publicado em: maio 07, 2008


AS DIFERENTES FASES DA EDUCAÇÃO NO BRASIL





“Vamos cuidar das crianças, para fechar a torneira, enxugar




a água e não ficar enxugando a poça de analfabetos”.




        (Maria Clara de Piero)






              O primeiro passo necessário é observar as alterações conceituais que o ensino vem sofrendo nos últimos tempos. Uma geração de jovens e adultos que não conseguiram completar o ensino fundamental deu ao EJA como educação compensatória voltada a uma reposição de escolaridade não realizada na idade devida. Pois, não é possível separar as gerações. O fracasso escolar e, com conseqüência, a exclusão, vem marcando o sistema oficial de ensino, gerando baixos níveis de alfabetização, a baixa-estima dos educandos, desestimulados, altas taxas de evasão escolar, e com isso alimentando cada vez mais a demanda no EJA.


              Sabendo que a sociedade contemporânea exige uma população com níveis crescentes de educação e que a Constituição Federal reconhece como direito público que o ensino fundamental obrigatório e gratuito seja assegurado a todos, não tem sido suficiente para garantir a demanda nas escolas. Talvez uns dos descasos são os dispositivos jurídicos que não tem mostrado interesse em impor ao Estado o cumprimento de sua obrigação com a educação.


              O analfabetismo atinge de formas diferenciadas; regiões, zonas rurais e urbanas, segmentos sociais em decorrência da diversidade étnica, econômica, social e cultural. O analfabetismo nos dias atuais são bem mais graves do que no passado, pois as exigências sociais de conhecimento mudaram. O problema social e econômico mantém o ciclo da pobreza analfabeta, principal ingrediente para a exploração no trabalho infantil e escravo, enquanto isso, gerações de jovens e adultos são privados do direito fundamental de transformar sua história pessoal e comunitária.


              Esse desafio somente terá resultado quando houver investimento na qualificação dos professores e na adequação do currículo à diversidade sócio-cultural dos alunos. Mas para isso devesse deixar para trás o contexto da educação compensatória e assistencialista. O investimento na educação para as crianças e jovens deveria ter um peso maior, para que no futuro a reposição de escolaridade não realizada na idade devida pelos adultos seja em menor quantidade, uma vez que o desenvolvimento humano passa necessariamente pela educação, para que seja garantido o acesso da criança à escola, do jovem ao emprego e do adulto à renda.


             A educação de jovens e adultos tenta tapar um buraco na exclusão social e a desmoralização do ensino. É preciso banir a idéia de ver o EJA como um trabalho emergencial, como se os resultados pudessem ser imediatistas, criando projetos provisórios, dando a entender que qualquer pessoa é capaz de desempenhar a função de educador de adultos, sem necessitar de formação, especialidade e atualização, desqualificando o educador, pois a educação como processo requer preparação, execução e avaliação.


              As salas de aula de EJA são heterogêneas. São jovens urbanos envolvidos em movimentos da cultura de massa, pessoas que buscam o diploma para uma promoção no emprego, migrantes da zona rural, fiéis que querem aprender a ler a bíblia. Por isso, a preparação das aulas deve ser direcionada no conhecimento que os alunos trazem, o que querem aprender e suas necessidades.  A sensibilidade do professor deve ser extremamente importante. Os altos índices de analfabetismo, evasão escolar e repetência aparecem correlacionados com o baixo nível sócio-econômico.


             Isto s

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