Este capítulo do livro faz uma análise das mudanças ocorridas no
ensino da matemática durante o século XX. Estas reformas no ensino ocorrem devido à necessidade que a sociedade vem exigindo das pessoas de se saber muita matemática.
No início do século XX, o ensino da matemática era feito por repetição, ou seja, através da memorização.
Alguns
anos mais tarde, o ensino da matemática era feito com compreensão, ou seja, o aluno devia “entender” o que fazia, mas mesmo assim o aluno não conseguia construir o seu próprio
conhecimento, pois os próprios
professores não haviam sido preparados para trabalhar estas novas idéias.
Entre as décadas de 60 e 70, iniciou-se um movimento chamado Matemática Moderna, no qual o ensino passou a ter preocupações excessivas com a formalização, com abstrações matemáticas e acentuava-se o ensino de símbolos, distanciando-se das questões práticas.
No fim dos anos 70, começou-se a dar mais atenção a Educação Matemática em termos de Resolução de
Problemas, que envolve aplicar a matemática ao mundo real.
Durante a década de 80, então, muitos recursos em Resolução de Problemas foram desenvolvidos, visando ao trabalho em sala de aula.
Este modo de ensinar matemática não tem sido adotado por muitos professores, mas, sem dúvida, é uma abordagem que deve ser considerada, desenvolvida e avaliada.
Compreender deve ser o principal objetivo do ensino. E quando os professores ensinam a matemática através da Resolução de Problemas, os alunos podem desenvolver sua própria compreensão.
No texto, fala-se também sobre o ensino da matemática através da Resolução de Problemas no Brasil, citando os PCN e seus objetivos e dificuldades em relação à Educação em geral e, especificamente, em relação à área de matemática. De acordo com os PCN, um dos maiores obstáculos enfrentados no Brasil em relação ao ensino da matemática é a falta de formação
qualificada dos professores.
Apesar do crescente apoio que está sendo dado a Resolução de Problemas desde a década de 90, como uma metodologia de ensino, ainda há muitos problemas a vencer. Portanto, investir na qualidade de ensino é o que mais importa.
Mais resumos sobre Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas (cap.12)