Quando precisou declarar sua raça em um questionário escolar, a filha de Francisco Daudt
disse que era da raça humana, e por seu gesto, foi repreendida pela professora. Seu pai disse que ela apenas havia repetido o que Einstein teria dito quando chegou aos EUA. Em relação científica, a raça caracteriza-se pelo cruzamento e procriação de indivíduos semelhantes, e as etnias são subespécies, portanto da mesma raça, então por que o
preconceito? Temos preconceito com
pessoas diferentes de nós, e todos se lembram pelo menos uma vez da época da escola, onde qualquer diferença era tirada com escárnio pelos colegas (a garota que usava óculos, o gordinho, o baixinho, etc.), o que faziam com que fossem relegados a outras turmas. Com exemplos mais tensos,
existem países na África onde pessoas que não se conhecem procuram saber se existem parentes em comum para que não necessitem tirar a vida um do outro!
Não ficando longe de nós, se
encontramos com alguém na rua, branco, cheio de tatuagens, tendemos a mudar de calçada. Se encontramos um negro, bem vestido parecido com executivo, seguimos nosso caminho sem problemas. Daudt lembra que Ali Kamel disse que o problema de nosso país não seria em relação à
cor (não que isso não seja importante), e sim em relação à pobreza, e que o sistema de
cotas deveria privilegiar as pessoas mais pobres, e não sua condição pela cor de pele, pois a última coisa que o país deveria querer era fazer com que o Brasil ficasse igual em relação ao extremismo racial norte-americano.
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