Com a melhoria das condições para os portadores de necessidades especiais, principalmente na área da educação, tem-se percebido um crescente número destas pessoas nas escolas e universidades. Assim, pode se ver o grande despreparo da
universidade em atender estes
deficientes, e principalmente, o quanto os currículos de Educação Física estão despreparados para a formação de profissionais para ensinar esta parcela da população.
São poucas as instituições que
ministram alguma disciplina relacionada aos portadores de necessidades especiais, e as que ministram não a colocam em evidência. Por exemplo, porque não ensinar o basquete
adaptado, o vôlei adaptado, a natação? Muitos professores quando são questionados em relação à isso, dizem que não estão suficientemente preparados para o ensino do esporte adaptado, perdendo a grande chance de pensar a educação física de uma maneira global e abrangente. Eles poderiam trabalhar a comunicação, ampliar informações e discussões na própria universidade. Hoje são cerca de 374 mil
alunos na rede pública de ensino, e a pergunta que fica é: até quando vão ser excluídos?
Nas aulas, o professor deve ter respeito e valorizar as diferenças humanas, incentivando a cooperação entre os alunos, dando oportunidade para que estas pessoas possam ter uma vivência autêntica. Deve-se trabalhar dentro das possibilidades que cada ser humano apresenta, não deixando cair no esquecimento sua bagagem cultural.
Para entender o princípio da igualdade deve-se sair do discurso e partir para a ação, buscando adaptar o sistema educacional do país, direcionando-o a igualdade. Cabe à área de educação e saúde lutar para mudar as universidades, escolas, academias no relacionamento que dá aos portadores de necessidades especiais. O profissional de educação física deve estar preparado não só para trabalhar com igualdades, mas também com as diferenças e toda a diversidade humana.
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