A avaliação vem se tornando um tema recorrente na educação brasileira comvistas à
melhoria da qualidade dos serviços prestados por escolas e universidades. A nova LDB deu-lhe grande destaque. Em geral ela não é mais vista como instrumento de controle burocrático. Mesmo assim, ela encontra resistências e não se constitui numaprática constante.
Avaliar é um
ato que exercemos constantemente no nosso cotidiano. Toda vezque precisamos tomar alguma decisão
avaliamos prós e contras.
Quando avaliamos processos, atos, coisas, pessoas, instituições ou o
rendimento de um
aluno, estamos atribuindo valores. Podemos fazê-lo através de um diálogo construtivo ou, ao contrário,transformar a avaliação num momento autoritário e repressivo. Esta ou aquela opçãodependerá da nossa concepção
educacional e dos objetivos que desejamos atingir.
A avaliação da aprendizagem não pode ser separada de uma necessária avaliação institucional, mesmo que elas sejam de natureza diferente: enquanto esta dizrespeito à instituição, aquela refere-se mais especificamente ao rendimento escolar doaluno. São distintas, mas inseparáveis. O rendimento do aluno depende muito dascondições institucionais e do projeto político-pedagógico da escola. Em ambos os casosa avaliação, numa perspectiva dialógica (ROMÃO, 1998), destina-se à emancipação daspessoas e não à sua punição, à inclusão e não à exclusão ou, como diz Cipriano C.Luckesi (1998:180) “à melhoria do ciclo de vida”. Por isso, o ato de avaliar é, por si,“um ato amoroso” (Idem, ibidem).
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