Julgando a pertinência de educadores conhecerem de
fato o contexto que o envolvem, o presente
trabalho se desenvolve a partir das
reflexões ocasionadas pela leitura de: “Política
Educacional” de Eneida
Shiroma, Maria Célia Marcondes de Moraes e Olinda Evagelista, que atenta para
as questões concernentes ao século XX, mais especificamente de 1930 à 1990 no
que se refere as políticas voltadas para a educação no Brasil
O livro “Política Educacional” das autoras Eneida
Otto Shiroma, Maria Célia Marcondes e Olinda Evangelista trata a partir de
documentos tanto nacionais como internacionais, mais especificamente de organismos
multilaterais como
Banco Mundial<1>,
CEPAL<2>,
UNCESCO<3> e
OREALC<4>, a
política educacional no Brasil, no período de 1930 à década 1990, destacam as
resoluções que apontaram a formação do capital humana e que apontam para a
educação da “nova ordem mundial” que defende a formação de competências
aplicáveis ao trabalho nos indivíduos que estarão aptos à um mercado de
trabalho restrito e cada vez mais excludente.
Ressaltam
que há uma percepção de que cada vez mais os discursos acerca das responsabilidades
em relação à educação são concernentes a solidariedade e responsabilidade do
indivíduo, como contraponto, ressaltam a realidade educacional brasileira a
partir de dados do próprio IPEA que destacam acerca dos estabelecimentos de
ensino que “25% deles não têm nenhum banheiro, em 27% não existe sequer água,
nem de poço. No meio rural este número sobre para 33%, sendo que 48% não
dispõem de energia elétrica, nem mesmo de bancos suficientes para os alunos,
obrigados a dividir a carteira e a sentar no chão”, com tais parâmetros questionam
se cabe mesmo ao indivíduo responsabilidades pela solução dos problemas que
estão na escola.
<1> “O Banco Mundial é uma agência das Nações Unidas
fundado em 1944, tinha como missão financiar a construção de países devastados
pela Segunda Guerra Mundial” –
fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Mundial
<2> “A Comissão Econômica para a América Latina
e o Caribe (CEPAL) foi criada em 1948 pelo Conselho Econômico e Social das
Nações Unidas com o objetivo de incentivar a cooperação econômica
entre os seus membros. Ela é uma das cinco comissões econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU) e
possui 43 estados e oito territórios não independentes como membros. Além dos
países da América Latina e Caribe fazem parte
da CEPAL, o Canadá,
França,
Japão, Países Baixos,
Portugal,
Espanha,
Reino Unido
e Estados Unidos da América.” – fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_E con%C3%B4mica_para_a_Am%C3%A9rica_Latina_e_o_Caribe
<3> “UNESCO – Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura foi fundada em 16 de
novembro de 1945. Para esta agência especializada das Nações
Unidas, não é suficiente
construir salas de aula em países desfavorecidos ou publicar descobertas
científicas. Educação, Ciências Sociais e Naturais, Cultura e Comunicação são os meios para se conseguir atingir um objetivo bem mais ambicioso:
construir paz nas mentes dos homens” – Fonte:
http://www.unesco.org.br/unesco/sobreaUNESCO/index_html/mostra_documento
<4> OREALC
– Oficina Região de Educação para a América Latina e Caribe
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