O artigo aborda temas interessantes da educação, como o
enfoque histórico cultural, que é um conjunto de idéias de Vygotsky.
Discorre também sobre a necessidade de fundamentação teórica na elaboração de aulas de ciências. Os autores do artigo são
professores da rede pública do estado de São Paulo, eles propõem uma discussão sobre a situação atual da educação. Os documentos oficiais que regem a educação, também estão expostos no artigo. Neste documentos encontramos que os ciclos no ensino fundamental estão divididos em dois: o primeiro vai da 1ª série a 4ª série e o segundo da 5ª série a 8ª série. E com a progressão continuada, apenas ao final de um ciclo é que, se o aluno não tiver conseguido domínio mínimo do conteúdo, ficará retido. Este alunos, participaram de um projeto denominado recuperação de ciclo. O que também esta descrita e se destaca e uma pesquisa elaborada, pelos autores, com os professores do ensino fundamental, que lecionam na escola onde a pesquisa ocorreu. Nesta pesquisa, eles constataram que a maioria dos professores, da escola em questão, conhece o
enfoque histórico cultural, porém nem todos aprenderam na graduação. O que chama a atenção também é que os professores se mostraram conteudistas, como demonstra a pesquisa. Estes dados serviram de base para reflexão sobre uma possível relação da falta do referencial teórico com a precariedade do ensino nas escolas públicas. Um currículo de caráter contextualizado, significativo, interdisciplinar e flexível, é algo de suma importância para melhora da educação. Porem quando o currículo não atende essas exigências, é indispensável que a escolha da metodologia e da didática utilizada se adapte as dificuldades de aprendizagem dos alunos. A Os autores concluem dizendo que o conhecimento do enfoque histórico cultural sendo adequadamente utilizado na elaboração de aulas de ciências pode proporcionar resultados favoráveis na diminuição das dificuldades de aprendizagem de alunos do ensino fundamental.