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Shvoong Home>Ciências Sociais>Educação>Resumo de O Movimento da Escola Nova no Brasil até os anos de 1930

O Movimento da Escola Nova no Brasil até os anos de 1930

Resumo do Artigo   por:PabloSantos     Autor : Pablo Silva Machado Bispo dos Santos
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Com vistas a lançar algumas luzes sobre o desenvolvimento das escolas experimentais no Brasil, procuro compreender de que maneira o ideário da “Escola Nova[1]” viria a “aportar” no País, condicionando parte das iniciativas pedagógicas desenvolvidas entre o fim do século XIX e as quatro primeiras décadas do século XX. Diana Vidal (2000) indica que as idéias ligadas a uma pedagogia experimental teriam chegado ao Brasil em fins do século XIX, com a adoção do método das “Lições de Coisas”. Tal método consistia em usar recursos visuais (figuras) como elementos de apoio às aulas. Esse método visava a tornar mais concretas as lições ministradas nas escolas. Há que se destacar, principalmente a utilização deste método como aporte às aulas cujos conteúdos estivessem ligados às Ciências da Natureza, provendo-as de um caráter concreto e de uma orientação calcada na visão positivista de ciência. No livro intitulado Educação e Sociedade na Primeira República, Jorge Nagle (1976) busca desenvolver uma análise do modo segundo o qual nas décadas de 1910 e 1920, o ideário liberal, sob a forma do “Entusiasmo pela Educação” é retomado no que se refere às suas demandas por representação e justiça. Assim, pela via da educação teria sido buscada a consolidação dos ideais da democracia representativa e da industrialização. De acordo com Nagle, as transformações econômicas e culturais pelas quais o Brasil passava nos anos de 1910 e 1920, teriam condicionado uma visão de educação que concebia a escola como sendo a instituição responsável pela difusão da “ cultura do progresso”, daí a assertiva de que “A Escolarização é o motor da História”. A partir da década de 1910, dois grupos passariam a buscar na educação sua bandeira de luta: os Nacionalistas e os Católicos. Tais grupos se apresentavam fortemente imbricados, tendo como elemento de ligação principal a ideologia nacionalista (havendo inclusive um Movimento Nacionalista Católico[2]). Apesar desta ligação ideológica, e do objetivo comum de “construção da identidade nacional”, algumas diferenças em relação aos meios de implementar seus objetivos podem ser destacadas. No que se refere aos Nacionalistas, em especial à “Liga Nacionalista de São Paulo”, caberia afirmar que conceber a educação como um direito político implicava em lutar pela “alfabetização das massas” como forma de alterar os quadros eleitorais da época pela ampliação do sufrágio. Em relação aos Católicos, seria correto afirmar que na luta pela educação estaria subjacente o interesse de ampliar a influência da Igreja pela via da escolarização das massas. Desse modo, constata-se que no Pensamento Político-Educacional dos anos de 1920, a escolarização viria a ocupar um papel central. No tocante às políticas públicas de educação percebe-se uma tentativa de fornecer à escolarização um caráter prático, de modo a substituir nas escolas o “beletrismo” por uma educação voltada para a “produção de riquezas para a nação”. Tais premissas teriam afetado o Ensino Primário, a Escola Normal, o Ensino Profissional, o Ensino Secundário e o Superior. Nesse contexto, teria sido desenhado o cenário propício para o desenvolvimento de iniciativas como “O Inquérito da Instrução Pública de 1926”, conduzido por Fernando de Azevedo, e a criação da Associação Brasileira de Educação (ABE) em 1927.
Em especial naquilo que tange a ABE, poder-se-ia afirmar que esta associação seria responsável pela condução dos debates acerca da escolarização em âmbito nacional por parte dos técnicos e intelectuais da educação. Uma das principais conseqüências desse “clima cultural” teria sido a penetração das idéias escolanovistas no cenário político-educacional brasileiro. Quanto à penetração do escolanovismo[3] no Brasil, NAGLE identifica duas fases: a) do fim do Período Imperial até o ano de 1920: introdução das idéias escolanovistas;b) sistematização das idéias e tentativas de implementação e sistematização do escolanovismo no Brasil: da década de 1920 em diante. Na segunda etapa de penetração do escolanovismo no Brasil, os “Reformistas da Instrução Pública” teriam se apropriado de parte dos ideais da Escola Nova, como a inserção do Método Experimental e do Pragmatismo nas metodologias de ensino. Merece destaque ainda o fato de que na década de 1920 os Cursos Normais ganhariam um caráter técnico-profissionalizante, com prevalência da Psicologia no currículo desses cursos. Outro elemento que deve ser ressaltado diz respeito à criação de Jardins de Infância a essa época. Naquilo que tange às especificidades de cada uma das reformas, seria interessante mencionar que várias vertentes teriam influenciado cada uma delas. Destaca-se em comum o fato de não ser possível perceber uma total implementação de pressupostos escolanovistas em nenhum dos casos mencionados pelo autor (Ceará, Minas, Distrito Federal e Bahia) devido ao descompasso entre esse ideário e a organização administrativa e de ensino preexistente nas escolas brasileiras. [1] Sobre as iniciativas de renovação pedagógica cujo eixo da educação escolar seria o aluno, várias são as denominações que receberam tais iniciativas, dentre elas destacam-se: “ Escolanovismo” (NAGLE, 1976), “Escola Nova” (VIDAL, 2000) e “ Escolas Novas” (CAMBI, 1999). Opto por trabalhar de maneira indiferenciada com estes termos, entendendo-os como sinônimos. [2] A essa época, o Nacionalismo era uma ideologia que se apresentava como uma espécie de “ linguagem comum” dos diferentes grupos sociais e políticos existentes no Brasil. [3] Este termo refere-se a um movimento ideológico em que diversos intelectuais (nem todos seriam educadores) e/ou,educadores buscam trazer para o Brasil e, notadamente para as escolas as idéias pedagógicas do já mencionado “Movimento da Escola Nova” ocorrido na Europa no século XIX e primeiras décadas do século XX.
Publicado em: 20 outubro, 2007   
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