A noção de “campo” de Pierre Bourdieu diante às práticas
institucionais que o
intelectual Celso Furtado se completa e, assim propondo a
transformar o irreal da teoria no
real da prática anunciado nas obras e, ao mesmo tempo, constituindo um processo de relação com as instituições como a CEPAL e a SUDENE. Sendo esta noção de
campo definida, como: “Os campos se apresentam à apreensão sincrônica como os espaços estruturados de posições (ou de postos) cujas propriedades dependem de sua posição nestes espaços e que podem ser analisados independentementes das características de seus ocupantes (em partes determinadas por eles)”. Nesta argumentação tem a diferente posição que o intelectual se relaciona no espaço social se interagindo por
lutas agravadas no campo, isto é, a intensificação no campo de forças que pelas ações buscam se posicionar como um jogo “visando a conservar ou a transformar o campo de lutas”, de acordo com a tomada de posição pretendida. É salutar, nesta comunicação, ter uma perspectiva que dadas às circunstâncias houve variações no pensamento do intelectual Celso Furtado no período que contribuiu na Comissão Econômica para América Latina e no governo de Juscelino Kubitschek, a qual trabalhou com o planejamento da SUDENE. Pierre Bourdieu com a noção de “campo” propicia um entendimento de que o intelectual apresenta na sua carreira de pesquisador do mundo e suas relações com o real prescrito nas práticas institucionais.
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