Brasil, atirando no próprio pé. Mundo pequeno, fronteiras menores ainda, economias interdependentes. Ninguém mais brinca sozinho, é preciso fazer amigos, trocar brinquedos e formar uma turma. Mas como formar uma turma sem uma estrada decente ou transporte efetivo? Pior ainda: Como trocar brinquedinhos se levá-los até o local da troca e desproporcionalmente caro e demorado? Muits são os fatores através dos quais podemos discutir a evolução do capitalismo e das trocas internacionais, mas, sobretudo, a evolução dos meios de transporte constitui um fator primordial na economia moderna.
A nós é esclarecido que mais de 60% de nossas cargas são escadas por rodovias, um dado pífio e vergonhoso para um país de dimensões continentais e possuidor de uma extensa bacia hidrográfica. Aproximadamente 180 milhões de habitantes, no mínimo um grande potencial para o transporte aéreo.
Gorvernar não é só construir estradas, como dizia o presidente Washington Luís, mas sim integra-las a uma vasta e bem distribuida rede de transportes, aproveitando os prós e minimizando os contras de cada um. Maximizando assim o potencial de distribuição. O Transporte ferroviário, por ser mais barato, mais seguro e possuir grande capacidade de carga é uma grande alternativa as estradas. Tal como acontece na Europa, onde em vários países, o sistema ferroviário é formador de toda a base de distribuição.
As gigantes bacias hidrográficas, por si só já são motivos para maiores investimentos em hidrovias. O que resultaria na intensificação do transporte fluvial, outra fonte barata e eficaz para o escoamente de mercadorias.
O transporte aéreo talvez consista no mais esdrúxulo motivo de choro dos brasileiros. É realmente triste saber que países com economias ora ruim, ora pior ainda, como a argentina, se sobresaiam no diz respeito a eficiência e acessibilidade aos aviões.
As rodovias acabadas e saturadas são dever istantâneo. Garantir a segurança e a acessibilidade são deveres do estado. Quanto a nós, resta pagar impostos, fiscalizar e dirigir com mais responsabilidade para evitar acidentes.
Os transportes devem compor a pauta de ação do governo, uma vez que desencadeiam toda uma reação em que se os reagentes não forem bem geridos, os produtos serão mais mortes e atraso econômico. Cabe ao governo, investir com mais inteligência visando o futuro, e ir "tampando" os problemas do presente, o que por sí só já seria motivo de espanto para uma população tão acostumada ao descaso. Quanto aos brasileiros, uma pequena dose de inconformismo e sentimento de cobrança já seriam grandes passos para uma nação a qual "basta para de chover pra todo mundo já achar que já está o maior sol"¹.
¹. Basta parar de chover pra todo mundo achar que está o maior sol : Citação presente na matéria "Como vota o Brasileiro", por Marcelo Carneiro. VEJA edição 2060, 14 de Maio de 2008.
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