Amazônia: a utopia aqui e agora, já!
Um confronto de lógicas – de um lado tem-se uma interpretação negativamente enviesada, daqueles que só visam ao curto prazo (e ao seu próprio umbigo), de outro a luta titânica daqueles que visam impor uma base racional (a única saída, cientificamente comprovada) ao crescimento econômico (desenvolvimento econômico), aqui na Amazônia – está em curso: não obstante, de forma alguma há exclusividade entre o aproveitamento econômico da Amazônia e a sua submissão aos requisitos de uma racionalidade ambiental, que tal região demanda.
Caso delienearmos o espaço de tempo verificado entre a constituição da rodovia Belém-Brasíla (ocorrida entre o final dos anos 50 e o início dos anos 60) e os anos finais do breve século XX, constataremos que cerca de 700.000 Km2 de floresta foram postos abaixo: no clímax deste processo de “exuberância irracional”, que foi o ano de 1987, percebeu-se, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um desmatamento da ordem de 200.000 km2, entre áreas de floresta densa e outras tipos de cobertura vegetal. O que sustenta – a pergunta é geral – tal lógica ?
O montante da perdas já efetivadas e das potenciais, está muito além da nossa capacidade sensorial. O gatilho do efeito em cadeia está em curso. A humanidade dividirá o ônus desta “lógica”
Pelo o que se pode observar e inferir dos fatos, necessita-se de mais conhecimento nesta (e para a) região. Precisa-se endogeneizar o conhecimento: aproximá-lo da sociedade, das universidades e das empresas de nossa grande amazônia. Precisamos otimizar a riqueza que temos: a floresta. O homem da Amazônia, do Brasil e do mundo precisa deixar de ser um intruso: precisamos escrever esta última página do Gênesis.
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