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Shvoong Home>Ciências Sociais>Economia>Resumo de OS PROBLEMAS FUNDAMENTAIS QUE SE PÕEM A QUALQUER ECONOMIA - I

OS PROBLEMAS FUNDAMENTAIS QUE SE PÕEM A QUALQUER ECONOMIA - I

Resumo do Livro   por:dianiris     Autor : DIANA
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Os seres humanos sentem múltiplas necessidades e, para as satisfazerem, têm de dispor de bens materiais ou imateriais (serviços). Ora tais bens há que produzi-los. Muito embora nenhuma economia possa alhear-se dos problemas fundamentais que passamos a referir, reportamo-nos prioritariamente à sua relação com as economias de mercado ou de livre iniciativa. 1º - Que bens e serviços se hão-de produzir e em que quantidades? Não é por acaso que uma economia produz os bens que produz e nas quantidades em que o faz. Toda a opção por um bem implica a renúncia a outros bens e, portanto, uma escolha. Qualquer economia que se mostrasse incapaz de dar resposta, na prática, a tal pergunta pura e simplesmente não sobreviveria. 2º - Como se produzem os bens? Estes são os “ingredientes” fundamentais indispensáveis à produção: natureza, trabalho, capital e função empresarial. Quando, porém, nos atemos a uma produção determinada, cada factor assume uma ou várias “concretizações”. É sabido que dada quantidade de um bem pode, em regra, ser produzida combinando-se os factores em concretizações dadas, de diversas maneiras, isto é, utilizando diversas técnicas. As técnicas de produção de uma quantidade Q1 de qualquer bem podem ser numerosíssimas. Todas conduzem à mesma taxa de produção Q1. Logo, não é a produção obtida que as distingue umas das outras. O que as distingue entre si é o seu custo, em particular o seu custo monetário, que se calcula atendendo às quantidades dos factores que caracterizam a técnica respectiva e os seus preços. 3º - Para quem é o produto global obtido pela economia? Cada titular de uma concretização factorial que intervém na produção chama a si uma quota-parte do Produto Nacional, a qual começa por depender do seu contributo para a produção respectiva. Os titulares que auferirem parcela maior do valor (em escudos) do Produto Nacional terão acesso, colectivamente, a maior quantidade física de bens produzidos. Deste modo, ao trabalho cabem tantos por cento do valor de PN; ao capital, tantos por cento, etc.. É uma repartição que se baseia na “função” desempenhada pelos sujeitos económicos no esforço colectivo de criação do Produto Nacional. É pois, a repartição funcional. A este tipo de repartição dá-se o nome de repartição primária. 4º - Os factores de produção disponíveis estarão plenamente empregues ou haverá, pelo contrário, factores desnecessariamente ociosos? Em rigor, reporta-se este problema ao desemprego de todos os recursos (factores) e não somente ao trabalho. É que há desemprego em economia quando, para além de haver trabalhadores involuntariamente ociosos, há máquinas paradas, matérias-primas e combustíveis que não encontram aplicação produtiva, terrenos férteis que se mantêm incultos, etc.. -Breve nota sobre a estrutura económica da população População activa (PA) População activa disponível ou potencial (PAD) População activa efectivamente empregue (PAE) Entende-se por “população activa disponível” ou, simplesmente, “população activa”, o conjunto das pessoas que, no momento do apuramento, declaram exercer uma actividade profissional e ainda as que, não tendo emprego, declaram procurá-lo. Uma vez que ao trabalho deve corresponder uma remuneração, é costume excluir da população activa disponível as mulheres que trabalham nos seus lares e os estudantes. A população activa mede o potencial de trabalho de que dispõe uma economia em dado momento e decompõe-se em duas parcelas: 1 – O conjunto dos indivíduos efectivamente empregados (PAE): o seu quantitativo, mede o “emprego” da economia; 2 – O conjunto dos indivíduos que, achando-se sem emprego, declaram procurá-lo: o seu número mede o “desemprego” da economia. Aquela parte da população total que não é “activa” constitui a chamada “população a cargo” e traduz um ónus para os activos, que têm de prover à sua subsistência. São população a cargo ou inactiva designadamente os indivíduos que não atingiram ainda a idade legal para exercer uma profissão, os reformados e os inválidos. Designa-se “taxa de actividade” duma dada população a percentagem da população activa relativamente à população total.
Não basta um aumento da população total para que aumente proporcionalmente (ou aumente sequer) a população activa. Os principais factores de que depende o volume da população activa são: a dimensão da população total, a duração da escolaridade obrigatória, a idade legal do começo da vida activa, os hábitos relativos ao trabalho da mulher fora do lar, a estrutura etária e por sexos da população. Nas economias modernas, em que o período de escolaridade obrigatória se alonga, a idade de reforma se atinge mais cedo e se dilata a esperança de vida, tende a aumentar o “peso” da população a cargo, isto é, em média, cada activo tem de prover à subsistência de maior número de inactivos.
O “desemprego” representa o excesso da oferta de trabalho. Saliente-se que a população efectivamente empregada (PAE) traduz a igualdade entre uma oferta de trabalho que foi satisfeita e uma procura de trabalho igualmente satisfeita. Por seu turno, população desempregada reflecte oferta de trabalho a que não corresponde uma procura que a utilize. Em cada momento, há desempregados por alguns dos seguintes motivos:
-Algumas unidades de produção introduzem nos seus processos produtivos equipamento susceptível de aumentar a produtividade do trabalho e, portanto, de dispensar trabalhadores. E surge o desemprego tecnológico.
Publicado em: 30 janeiro, 2008   
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