Distribuição de
renda:
O crescimento económico provoca inúmeras transformações estruturais qualitativas e quantitativas, como: diminuição nas taxas de mortalidade e natalidade, melhoria nos sistemas de educação e de saúde públicas, melhoria dos meios de comunicação e transporte, urbanização, maior produtividade etc.
Infelizmente, nem sempre o crescimento económico está atrelado ao desenvolvimento humano. Para isso é necessária
uma investigação mais a fundo da distribuição de renda e de indicadores sociais (
taxa de desemprego, expectativa de vida...)
A curva de Lorenz é o tipo de medida mais usual para concentração de renda de um país, relacionando dois tipos de percentagens acumuladas: 1) total de renda recebido x 2) total de indivíduos ou famílias que recebem esta quantia.
No eixo x, são indicadas as percentagens acumuladas de indivíduos ou famílias
No eixo y, são indicadas as percentagens acumuladas de renda recebidas.
O índice que mensura a distribuição de renda de um país é o Índice Gini, construído à partir da Curva de Lorenz. É definido como sendo a área entre a curva de Lorenz e a linha de igualdade absoluta (diagonal AC) e expressa como percentagem da área do triângulo.
Uma sociedade igualmente distribuída é representada pelo segmento AC (sem área - índice GINI = 0).
Uma sociedade com renda concentrada é representada pelo segmento ABC (exactamente igual à área do triângulo – índice GINI = 1).
O Brasil, por processos históricos de crescimento acelerado e baixo desenvolvimento social, apresenta um dos piores índices de distribuição de renda do mundo. (GINI = ~0,6)
O índice Gini é bastante criticado pois apresenta apenas uma análise subjectiva da renda, que é variável ao longo da vida dos indivíduos e tende a ser subestimada ao se realizar uma pesquisa.
Taxa de Câmbio:
As transacções comerciais são realizadas em duas frentes (ou fluxos): a comercial (compra e venda de bens e serviços) e a financeira (compra e venda de activos de capital). Tal interacção entre países é complicada, envolvendo diferentes legislações e moedas.
Um país pode ser comprador ou vendedor no comércio mundial de bens e serviços. Um país é comprador quando há deficit comercial, isto é, quando as importações (M) superam as exportações. Um país é dito vendedor quando há superávit comercial, isto é, quando as exportações (X) superam as importações. Os fluxos comerciais são afectados
pela preferência dos consumidores, preços, custo de transporte, políticas e pela taxa de câmbio.
O investimento externo líquido é o saldo envolvendo fluxo financeiro (entrada de capital - saída de capital). Também é afectado por diversos factores, entre eles a taxa de juros externa e interna (por exemplo, com uma taxa de juro elevada, muitos investidores procuram títulos brasileiros, aumentando as reservas do Brasil e reduzindo a inflação), riscos económicos e políticas governamentais.
A
moeda internacionalmente aceita para trocas comerciais entre países é o dólar. A relação entre o preço da moeda estrangeira e a local é denominada taxa de câmbio. É determinada pela oferta e demanda de moeda estrangeira num país.
A oferta de divisas acontece entre os agentes que trocam dólar por real e depende do volume de investimentos em exportações, turismo e capital externo.
A demanda por divisas acontece entre os agentes que desejam trocar reais por dólares e depende do volume de importações e pagamentos de juros etc.
Quanto maior a oferta, mais barato fica o dólar (menor taxa de câmbio) e a moeda nacional VALORIZA-SE (maior poder de compra).
Quanto maior a demanda, mais caro fica o dólar (maior taxa de câmbio) e a moeda nacional DESVALORIZA-SE (menor poder
de compra).
Quanto mais valorizada a moeda nacional, maior o estímulo às importações e maior a concorrência com o nacional. Os preços
internos reduzem-se. (As exportações ficam muito prejudicadas - tal medida é associada com políticas de abertura comercial)
Taxas de câmbio são divididas em:
NOMINAIS: taxa pela qual se troca uma moeda de um país pela de outro;
REAIS: taxa pela qual se trocam bens e serviços de outro país, mede o grau de competitividade dos produtos nacionais.
Exemplo:
Taxa de câmbio: 1 dólar => R$ 2,25
Real:
Caixa de cerveja americana : US$ 10
Caixa de cerveja brasileira: R$ 15
US$ 10 equivalem a (nominal) R$ 22,50
A cerveja americana custa uma vez e meia a mais que a brasileira.
Portanto, 1,5 caixas de cerveja brasileira = 1 caixa de cerveja americana.
Relação envolvida:
(Preço externo x taxa de câmbio nominal) / preço interno
Substituindo os valores do exemplo anterior:
< (US$ 10 x (R$ 2,25)/US$ > / R$ 15 = 1,5
(valor encontrado anteriormente)
Regimes cambiais:
Taxas de câmbio fixas: o banco central fixa a taxa de câmbio e se compromete a comprar divisas pela taxa fixada. Provoca
uma maior previsibilidade nos agentes cambiais, evita aumento de preços e deixa as reservas mais susceptíveis a ataques
especulativos.
Taxas de câmbio flutuantes: varia-se de acordo com a oferta e a demanda de divisas. As reservas ficam mais protegidas, no
entanto causa uma maior dificuldade no controle inflacionário.
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