Nas últimas semanas, os mercados voltaram a receber a
visita de um convidado que não aparecia há algum tempo, mas que sempre
rondou o
mercado financeiro, principalmente o de ações: a volatilidade.Instabilidade“(…)
uma vez que os mercados se voltam aos
fundamentos, o nervosismo melhora, já que os mesmos, principalmente no
Brasil, permanecem sólidos”, afirma Nuno Câmara, economista responsável
pela América Latina no Dresdner Kleinwort Bank.
“Embora os fatores da ‘turbulência’ atual no mercado financeiro
norte-americano, que acaba por irradiar-se para o mercado global,
tenham como causa maior as incertezas no ‘subprime‘, hoje há sinais de
que os chamados ‘fundamentos’ da economia dos EUA também passam a ser
observados mais atentamente”, avalia Sidnei Nehme, Diretor Executivo da
NGO Corretora em relatório.Fundamentos robustosO real impacto do colapso de alguns fundos atrelados
ao crédito de alto risco e das empresas que têm auferido perdas por
investimentos com financiamento imobiliário na economia real ainda é
incerto, mas o movimento recente dos mercados mostra claramente uma
aversão ao risco.
A sorte nossa é que este dinheiro que foi aplicado em
subprime era uma gordura do mercado, e este é um regime que o mercado
vai fazer”, explica George Vernon Sanders, Gestor de Renda Variável da
Infinity Asset Management.Consumo norte-americanoUm das maiores preocupações do mercado é a
possibilidade de que a crise comece a afetar a confiança do consumidor
norte-americano, o que mais gasta no mundo. “Ainda que eu acredite que a volatilidade irá
persistir no curto prazo, não acho que isso vá afetar os
fundamentos da
economia global a ponto de levar a uma contração do consumo”, avalia
Nuno Câmara, do Dresdner Kleinwort Bank.
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