COOPERAÇÃO
Definição: É a forma de
trabalho em que muitos trabalham planejadamente lado a lado e conjuntamente, no mesmo processo de produção ou em processos diferentes, mas conexos.
A cooperação gera:
- um encurtamento do tempo necessário à produção de determinado produto, isto é, confecciona-se mais produtos em menos tempo. (indústria de agulhas)
-
uma extensão 110 espaço em que se realiza o trabalho (construção de estradas)
- um aumento de produção num menor espaço de ação (agricultura)
Por que?
Porque o homem, devido ao contato social, supera seus limites pessoais, fazendo com que o trabalho social gerado seja sempre maior que a soma de todos os trabalhos individuais. Por exemplo, uma construção onde os homens devem levar tijolos rampa acima. O trabalho individual nunca superaria a união.
A Cooperação no Capitalismo
Para existir cooperação nesse sistema, ou seja, entre os trabalhadores assalariados, é necessário que um capitalista individual detenha uma grande concentração de meios de produção em suas mãos (capital fixo).
Nesse contexto o capital é que mantém tal cooperação, já que os trabalhadores são utilizados como mercadorias pelo fato de venderem sua força de trabalho ao capitalista.
Como o objetivo do capitalista é a maior autovalorização do capital- dinheiro em movimento -, isto é
, o lucro, ele passa a explorar cada vez mais a força de trabalho, através da máxima produção de mais-valia.
Além disso, o capitalista obtém lucro, pois ele paga a força individual do trabalho mas não a força social gerada pela cooperação, e também porque ele estabelece uma supervisão que visa garantir uma melhor utilização dos meios de produção.
TESES SOBRE FEUERBACH
Marx afirma que o
materialismo de Feuerbach padece do mesmo defeito de todo o materialismo de até então: apreender o mundo sensível apenas enquanto objeto, de forma subjetiva, abstrata, teórica, e não como uma atividade
humana concreta, prática. O materialismo “contemplativo” de Feuerbach, segundo Marx, sempre permanecerá sob a forma de teoria, uma vez que se limita a ver o mundo na sua imutabilidade, contemplando-o e ignorando que a prática transformadora humana pode transforma-lo.
Feuerbach vê o homem como ser abstrato que deve ser analisado de forma isolada ou em sociedade civil, e diz que a essência humana é o “ser” do homem. O homem deve ser contentar com essa essência. Marx opõe a esse materialismo contemplativo o seu materialismo prático, sob o qual a essência humana é o conjunto das relações sociais que ele estabelece, e que ele deve ser analisado não isoladamente, mas em sociedade humana. A vida social, para Marx, é essencialmente prática e é através dela que o homem comprova a veracidade de suas idéias e teorias.
Trata-se, então, de revolucionar o mundo através da prática transformadora, e não apenas interpreta-lo como se fosse imutável e indiferente à ação humana. Essa máxima fica clara na décima primeira tese (última).
Tese número 11: “Os filósofos não fizeram mais do que interpretar de diversos modos o mundo, mas do que se trata é de transforma-lo.”
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