Este ensaio de Walter Benjamin é um verdadeiro estudo sobre arte e
comunicação, com uma adequada base na história social da arte, nos
estudos de Marx sobre o modo de produção e as próprias técnicas de
produção e reprodução na pintura,
fotografia, teatro e
cinema.Segundo Benjamin, a partir de um certo período da história do Ocidente, à obra de arte foi atribuída uma
aura.
O conceito de aura liga-se a noções de singularidade, de unidade e de
culto, pois a obra de arte era tratada como portadora destas
características especiais, e a sua apreciação era considerada como uma
experiência única. As tecnologias de reprodução do cinema e da
fotografia, combinadas com a sua instrumentalização comercial e
política, provocam não apenas a destruição da aura, mas também a mercantilização da cultura e a "estetização
política" dos fascistas. A cultura
alienada, nascida da
sociedade alienada, se submete a ditaduras do mercado e do Estado e deste modo
reforça a dominação daqueles sobre a sociedade como um todo e sobre
cada indivíduo em particular. Benjamin, entretanto,
enxerga ainda uma pequena centelha de esperança no horizonte da
luta pela emancipação, pois a
derrota da aura representa a derrota da arte
burguesa tradicional e abre a possibilidade da difusão do prazer
estético para as multidões, e aponta uma táctica em uma das frentes de luta contra o fascismo: "politizar a arte".
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