O autor fala da "revolução" do
jornalismo a partir da década de 50. Fala de jornalistas que ousaram ser diferentes e escreveram
de forma muito mais literária, misturando os gêneros, vivendo com profundidade e convivendo com os "personagens" da notícia.
Destaque para
Jornalismo Gonzo, inventado por Hunter Thompson, propôs a quebra do que distingue o jornalismo da ficção: o compromisso com a verdade. Esse gênero, que é uma subcategoria do Jornalismo Literário, prima pela desobediência aos padrões e insiste nas temáticas: sexo, drogas, esporte e política. O gonzo
jornalista precisa viver a experiência e assim, acaba por interferir no destino da história. A reportagem ou ensaio, geralmente é mais focado na experiência que no fato e pequenos detalhes ganham dimensão exagerada. Além disso, muitas vezes a narração é feita em primeira pessoa. Thompson afirma que o gonzo jornalista precisa ter o talento de um grande jornalista, os olhos de um fotógrafo e a ação de um ator, ou seja, deve viver o fato e reportá-lo enquanto estiver acontecendo.
Na seqüencia do livro, vários artigos que o autor escreveu na época. Vale a pena conferir estas experiência diferenciadas.