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Shvoong Home>Ciências Sociais>Antropologia>O Cenário Racial no Brasil no Século XIX

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O Cenário Racial no Brasil no Século XIX

por : AnaMariaJoaquina    

Autor : Oswaldo Piffer
O Congresso de Viena de 1815, estabeleceu a proibição do trafico negreiro no Atlântico Norte. A Inglaterra, grande responsável
pela medida, estava disposta a eliminar o comercio de africanos.
Em 1810, tratados firmados entre a coroa portuguesa no Brasil e a Inglaterra determinaram a abolição do trafico; mas o comercio continuou. Somente em 1850 a Lei Eusébio de Queiroz aboliu completamente o trafico.
A abolição da escravatura no nordeste brasileiro transformou o escravismo num regime de trabalho semi-servil.
No centro-sul, com melhor equipamento urbano estimulado pelos investimentos do capital cafeeiro na industria, o negro pode ser absorvido pela forma capitalista de trabalho assalariado. Entretanto, o despreparo dessa mão-de-obra e a concorrência do trabalho imigrante transformaram os contingentes libertos em massas marginalizadas socialmente, executando tarefas de menor qualificação e menor remuneração, realimentando o periférico circulo vicioso do subemprego e dos preconceitos dele decorrentes como estereótipos sociais. Alem disso, a influencia de teorias racistas européias, que defendiam a idéia da superioridade racial e cultural do caucasiano loiro, impuseram ao Brasil uma visão de branqueamento de sua população através do mulato, feito da mistura étnica entre o branco e o negro, tendo em primeiro passo para o “projeto” de branqueamento total. 
 pela medida, estava disposta a eliminar o comercio de africanos.
 Em 1810, tratados firmados entre a coroa portuguesa no Brasil e a Inglaterra determinaram a abolição do trafico; mas o comercio continuou. Somente em 1850 a Lei Eusébio de Queiroz aboliu completamente  o trafico.
 A abolição da escravatura no nordeste brasileiro transformou o escravismo num regime de trabalho semi-servil.
 No centro-sul, com melhor equipamento urbano estimulado pelos investimentos do capital cafeeiro na industria, o negro pode ser absorvido pela forma capitalista de trabalho assalariado. Entretanto, o despreparo dessa mão-de-obra e a concorrência do trabalho imigrante transformaram os contingentes libertos em massas marginalizadas socialmente, executando tarefas de menor qualificação e menor remuneração, realimentando o periférico circulo vicioso do subemprego e dos preconceitos dele decorrentes como estereótipos sociais. Alem disso, a influencia de teorias racistas européias, que defendiam a idéia da superioridade racial e cultural do caucasiano loiro, impuseram ao Brasil uma visão de branqueamento de sua população através do mulato, feito da mistura étnica entre o branco e o negro, tendo em primeiro passo para o “projeto” de branqueamento total.
Publicado em: março 04, 2009
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