5.2 Fim das coerções de identidade Segundo o antropólogo David Le Breton, “no espaço cibernético, o indivíduo livra-se das coerções da identidade, metamorfoseia-se provisória ou duradouramente no que quer sem temer o desmentido do real <...> Privado de rosto, não tem mais de temer não conseguir olhar para si mesmo; está livre de qualquer responsabilidade, já que sua identidade é volátil” . Le Breton lembra do “caso Julie”, ocorrido em (1985). O caso Julie foi a experiência de um psiquiatra de meia-idade que se passou por uma senhora deficiente no espaço cibernético para conseguir obter informações confidenciais sobre as mulheres. Julie obteve experiências confidenciais de muitas mulheres. Quanto estas souberam da real identidade real de Julie ficaram transtornadas, muitas das quais dizem ter sido violentadas e desapossadas de sua intimidade.
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