Falar de uma
obra como “O Crisântemo e a Espada” é
tratar de um assunto no mínimo polêmico, justamente pelo
fato dela ser uma
tentativa de apresentar os “padrões” da cultura japonesa, revelando como de
fato um japonês é. Ou seja, uma tentativa de mostrar os elementos culturais
mais peculiares e marcantes do Japão, coisa que é muito discutida e criticada
pela Antropologia atualmente.O livro retrata a opinião de diversos
japoneses que viviam nos EUA, uma vez que Benedict não podia ir até o Japão,
pelo fato de estar havendo a
guerra. Tudo isso já mostra um lado interessante
da obra, uma etnografia escrita sem
pesquisa de campo, porém isso não a impediu
de coletar material, como filmes, propagandas, livros e etc., que lhe
propiciassem um
trabalho de investigação antropológica.Sendo assim, Benedict inicia seu trabalho
de pesquisa em junho de 1944, num momento em que a guerra trazia opiniões
diversas, seja dos americanos que achavam que a guerra com o Japão demoraria e dos
japoneses, que por sua vez, mesmo tendo várias derrotas durante a guerra, não
as divulgava oficialmente.
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