Bryman
descreve a Disneyzação como
um processo pelo qual os princípios que
permeiam os
parques temáticos Disney estão dominando mais e mais
setores da
sociedade. Trata-se de
uma lente por meio da qual podemos
enxergar a natureza da sociedade moderna; ao mesmo tempo, esse processo
é um meio de refletir sobre questões relativas ao consumo e à
globalização. Na análise do autor, o processo da Disneyzação se revela
mediante - uma
crescente incidência de ambientes temáticos em
estabelecimentos como restaurantes, shoppings, hotéis e zoológicos; uma
crescente tendência para a criação de ambientes de convívio social
caracterizados pela combinação de diferentes formas de consumo - fazer
compras, jantar fora, jogar, ir ao cinema, assistir a esportes; um
aumento da receita das marcas baseadas em propaganda licenciada; uma
crescente proeminência do trabalho que é uma verdadeira performance, no
qual os empregados devem demonstrar emoções e causar impressões como se
estivessem trabalhando em um evento teatral; a crescente significância
do controle e vigilância na
cultura do consumidor. O autor não deixa de
registrar o lado negro da Disneyzação - a distorção da história e da
geografia, a manipulação infantil para fins comerciais, o controle
emocional e a alienação dos funcionários, e a criação de uma cidadania
com castas, cuja lei da apartação é dada pelo lastro bancário e pela
capacidade de uso de cartões de crédito. Um convite a pensar
criticamente a natureza da nossa própria sociedade. Um estudo
sociológico revelador na área da cultura e da sociedade moderna,
dirigido a estudantes de ciências humanas em geral.
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