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Shvoong Home>Ciências Sociais>Resumo de Segregação sócio-espacial

Segregação sócio-espacial

Resumo do Artigo   por:Analua     Autor : Vários
ª
 

O conceito de segregação revela a separação e distanciação, bem como a restrição a certas variáveis da vida social, a indivíduos, grupos ou instituições característicos, tendo em vista objectivos sociais específicos. Este fenómeno repercute-se em situações como a ocupação social do espaço. Existe um desajustamento destas estruturas sociais, mais ou menos saliente, em relação à sociabilidade requerida pela vida em sociedade. Este afastamento é, por vezes, e mais raramente, voluntário por parte daqueles a quem se dirige, de modo a preservar a sua base cultural e reduzir conflitos ou tensões com diferentes grupos; no entanto, estes objectivos nem sempre se vêem cumpridos. Na sua maioria, a segregação é sustentada por um grupo dominante sobre outro “subordinado”, sendo, portanto, involuntária e obrigada por parte deste último. No caso da segregação em espaços urbanos, esta designa as maneiras como se apresenta dividida a estrutura social e espacial. Existem várias perspectivas sobre o fenómeno, bem como a sua repercussão em espaços urbanos. A segregação pode salientar diferenças e desigualdades entre grupos diferentes ou num mesmo grupo.
O processo de urbanização (acompanhado pela industrialização) é um dos principais responsáveis pelo fenómeno segregativo. É caracterizado pelo aumento do número de cidades e pela sua dimensão, bem como um aumento do volume e da densidade populacional; resultante, e principalmente, dos processos migratórios, que, devido à mobilidade geográfica (o êxodo rural, por exemplo) determinam uma alteração das ocupações sectoriais da população. Esta mobilidade geográfica acontece diferentemente nos vários países e de acordo com o seu nível de desenvolvimento e características das populações; assiste-se a razões de ordem económica e social aquando da sua verificação. De referir é que estas mobilidades revelam-se extremamente importantes para o desenvolvimento e crescimento da urbe e, neste processo. A chegada de pessoas à cidade à procura de trabalho provoca as diferenças demográficas assistidas entre as zonas urbanas e rurais (particularmente uma aglomeração populacional bastante diversificada entre estas estruturas). É deste processo que nasce, nas zonas urbanizadas, uma população diversificada e heterogénea (diferentes etnias, culturas, usos e costumes) em contraste com a homogeneidade rural.
Na migração, as dificuldades encontradas num espaço não conhecido fazem com que se verifique um maior estabelecimento de laços, união e apoio de indivíduos provenientes dos mesmos meios e que possuem algo em comum; isto também provoca que se assista a uma maior homogeneidade em termos populacionais em locais específicos, diferentes grupos e hierarquização entre estes, nos diferentes locais.
Foi à industrialização que se ficou a dever uma alteração na organização da urbe, clarificando-se, deste modo, uma segregação em termos espaciais. São os indivíduos de estrato mais alto (que têm maior poder consumista, maior possibilidade de adesão a melhores equipamentos e serviços públicos, pois possuem maiores rendimentos económicos) que incentivam a uma segregação, para deste modo se “protegerem” de grupos de baixo estatuto e menos favorecidos. É neste cenário que existe um ajustamento da estratificação mercantil (como o caso do mercado imobiliário) ao escalonamento social (ligado ao tipo de de rendimentos e nível de vida, e deste modo, tornando a inclusão e gestão distributiva dos vários serviços, discriminatórios, mesmo que inconscientemente). A segregação habitacional existe também em cidades mais diminutas, havendo diferenciação entre a periferia e o centro destas mesmas cidades (ligados a um nível sócio- económico, idade populacional, ou tipos de habitações específicos). No entanto, as diferenças verificadas não são definitivas, vão-se verificando modificações em termos da escolha de locais a estabelecer, ao mesmo tempo que se assistem a transformações nas cidades, pois estas não permanecem imutáveis.

Da cultura urbana, e da disparidade existente na composição das cidades, nasce a necessidade do estudo da miscigenação. Esta acaba por ser o contrário da segregação, porque em vez de uma separação, dá-se uma ligação e união de relações, mais ou menos formais, pois cada um contribui com aquilo que o diferencia. Trata-se da proximidade de indivíduos socialmente diferenciados e isto consegue-se por uma complementaridade e interdependência a vários níveis.
Os espaços urbanos, e as cidades industrializadas, distinguem-se por uma interdependência que nasce da divisão e especialização do trabalho. É esta especialização de funções que provoca uma dissociação dos locais de trabalho e de moradia, e tal também provoca uma mudança da estrutura urbana.
O fenómeno de segregação sócio- espacial, caracterizador da sociedade urbana, foi intensamente estudado pela Escola de Chicago, tendo em conta o estatuto económico e a competitividade (característica da interacção), bem como as suas estratégias no mercado; mais tarde, a sua análise desenvolve-se, não só no campo económico (competição como ingrediente da existência social) mas também social (conflito, acomodação e assimilação como outras características da interacção). Segundo a Escola Ecológica de Chicago, o espaço social comporta factores sociais, económicos, étnicos, culturais e, no geral, de posição dos actores na rede ecológica, que correspondem a formas de disposição do espaço físico e comunidades distintos. O princípio concorrencial e a competição determinam desigualdades existentes no espaço dos vários mercados e a ocupações do espaço pelas diversas instituições sociais. Os vários agrupamentos representam subestruturas dos espaços urbanos. O espaço actua sobre os indivíduos, ao mesmo tempo, que representa tipos de organização.

Para mais informações consultar:
LAKATOS, Eva (1987), Sociologia Geral, 5ª Edição, São Paulo, Atlas.
MELLOR, J.R.(1984), Sociologia Urbana, Porto, Rés.
SALGUEIRO, Teresa (1992), A Cidade em Portugal: Uma Geografia Urbana, Porto, Afrontamento.
Villanova, Roselyne (2001); “Novas Sociabilidades e Miscigenação Urbana: Segregação Social e Territorial- Portugal e França em confronto”, in Cidades, nº2(Junho), CET/ISCTE, Lisboa.

Publicado em: 26 agosto, 2010   
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  1. Responda   Pergunta  :    QUAL A IDEIA CENTRAL? Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    tem resumo Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    Quais as consequencias socioespaciais ? Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    GOSTARIA DE SABER SOBRE O FRAGMENTO:NOS SO QUERIA ARREPIAR OS BACANAS, MOSTRAR QUE A PRAIA NAO E SO DELES Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    existe segregaçao nas cidades brasileiras se sim quais o que quais encontradas Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    segregação socio espacial Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    bibliografia Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    não entendi muito bem ( 2 Respostas ) Veja tudo
  1. Responda  :    Eu entendi. Acho que o texto está claro. quinta-feira, 6 de outubro de 2011
  1. Responda  :    nem eu... quarta-feira, 28 de setembro de 2011
  1. Responda   Pergunta  :    a segregação socioespacial? Veja tudo
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