A
arqueologia não conta a história do passado humano. Ela apenas revela alguns fatos sobre o que aconteceu em uma história
que parece um quebra-cabeça onde ainda faltam várias peças: o surgimento do homem. Sabe-se muito sobre o passado, mas não o suficiente para entender como as sociedades evoluíram ou se estinguiram ao longo do tempo. Esse conhecimento é essencial para garantir a sobrevivência do ser humano no futuro. A arqueologia não trata de tesouros e arcas perdidas, esse ideal que se faz dela é resultado de mitos da idade antiga que sobreviveram até hoje, e ainda é difundido em filmes e livros de ficção. O trabalho da arqueologia também não está restrito às famosas escavações. É em grande parte realizado dentro de bibliotecas e laboratórios. Coprólito em grego significa algo como ‘cocô de pedra’. São restos de civilizações que contém material e DNA necessário para desvendar mistérios sobre os primitivos de uma determinada região. Foi através deles que se resolveu um debate sobre a existência populações indígenas canibais. Alguns antropólogos pensavam que este mito era forjado pelos europeus para justificar o genocídio desses índios. Richard Marlar, professor da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, comprovou a existência de restos humanos do séculos 12, com evidências de que humanos tinham sido picados e cozidos. Os coprólitos continham a mioglobina humana, e mostraram os fatos sobre o que se passou naqueles séculos. Se tratava mesmo de uma tribo canibal. E a arqueologia está avançando rapidamente, como resultado do desenvolvimento tecnológico que possibilita uma investigação cada vez mais acurada e precisa.