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Resumos e revisões curtas

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Lady Gaga

por : CristianEugen    

Autor : C. Eugênio
Pelo que eu entendi nas minhas leituras internet a fora Lady Gaga é o último fenômeno musical e de comunicação de massa a
partir de 2007. Numa apresentação na TV italiana, a apresentadora dizia seu nome ao público, Stefani Germanotta, e ela relutante dizia: meu nome é Lady Gaga. Nome que faz alusão à música Radio Gaga, do Queen, de acordo com o que já disse uma vez.
Nos Blogs e sites são muitos os comentários sobre ela, em especial pelo fato de que Lady Gaga não é o modelo de beleza que normalmente se requer de um ídolo pop. Os comentários recaem sobre o seu rosto, que não tem linhas tão simétricas e não é tão delicado quanto o da Spears, por exemplo. Aqui estou até sendo legal, já que o verdadeiro comentário é de que ela é horrorosa. Na minha opnião nem tanto.
Quando vi o primeiro clip, em 2008, fiquei pensando: como mudou a indústria da música americana, né? Essa menina daí é meia esquisita! Mas depois percebi que eu não tinha motivos pra pensar assim, pois, ninguém nunca ultrapassou Michael Jackson em esquisitice, exceto Marilion Manson, mas este não é rei do pop.
Em 2009 eu escutava Poker Face em vários lugares, mas não me lembrava de haver visto a imagen da cantora. Por acaso, navegando, resolvi dar uma pesquisadinha. Achei informações e tudo mais, e passei a escutar as três músicas mais tocadas.
Com o tempo, prestei atenção na letra de Poker Face (Cara de Paisagem), e percebi que o ideal de beleza que as pessoas reclamavam que faltava na cantora não era exatamente um problema para ela. Poker Face é uma das músicas mais executadas neste momento, e Lady Gaga se comporta em todos os lugares que vai como se a sua cara fosse igual de qualquer outro ídolo pop qualquer. Ela literalmente faz cara de paisagem.
Imaginei que era exatamente essa a contradição que o público estava procurando em um novo ídolo pop. Afinal, o público também é repleto de contradições estéticas a respeito de si mesmo. “Gente feia” também trabalha, compra discos e vai aos concertos.
Bom, é que o mundo anda desnorteado de valores, e muitos deles andam em baixa, enquanto outros sobem vertiginosamente a patamares muito altos. Lady Gaga, como fenômeno de comunicação de massa, é apenas um exemplo de mudança de valores, da excentricidade necessária para segurar o público numa época em que quase tudo já foi experimentado, lançado e vendido.
A propósito desse assunto, depois faço uma pesquisa sobre o livro de Umberto Eco, comunicólogo italiano, que escreveu faz pouco tempo tratando da estética do feio e do bonito nos dias atuais. Talvez ali tenha alguma explicação mais bem elaborada do que a minha para o sucesso de Lady Gaga. É claro que deve ter!
Publicado em: outubro 16, 2009
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