Em meados do século XIX, quando Damasco aproximou-se do Ocidente intensificando o comércio com países europeus, as companhias estrangeiras começaram a utilizar representantes locais em seus negócios, que eram, em sua maioria, cristãos e judeus que, por isso enriqueceram. Como as casas dos muçulmanos eram fechadas a estrangeiros, os turistas que visitavam Damasco se encantavam com o esplendor dos palacetes judaicos.
Fotógrafos e vários artistas colocaram em suas obras as mansões da Cidade Velha, como o fotógrafo Felix Bonfila, que retratou as últimas décadas do Império Otomano.
Lamentavelmente, pouco sobrou da maravilhosa arquitetura das antigas casas de Damasco.Muitas foram destruídas, outras se deterioraram após terem sido abandonadas pelos proprietários, judeus, forçados a se mudarem devido às perseguições, já os muçulmanos e cristãos as deixavam para ir morar para ir morar nos bairros novos de Damasco. Desapropriadas pelo governo, eram quase sempre entregue a refugiados palestinos ou aos mais carentes da população. Hoje, as mansões não passam de cortiços!
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