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"Os sentidos da Leitura"

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Resumo escrito por : magnus2
Visitas : 126  palavras: 900   Publicado em: maio 05, 2008

Os desafios da leitura


Tudo aquilo que lemos é determinado pelos editores que escolhem o que publicar em função do mercado. Dessa forma, portanto, o texto que chega às nossas mãos já é fruto de um recorte e de uma seleção.


 Ler e escrever são atos que se inserem num processo cultural. A leitura é produção de sentido. O texto produto de um trabalho anterior. O leitor é o desafiador da leitura do texto do autor.


 Ler não é traduzir, repetir sentidos dados como prontos, é construir uma cadeia de sentido a partir dos índices dos texto dado. 


 Ler, do latim, legere, numa primeira instância significava contar, enumerar letras; em seguida, significava colher e, por último roubar


 Leitura Funcional


Ler é um ato interativo. A leitura funcional ou operacional é a que se faz em busca do conhecimento nos livros didáticos, nas enciclopédias, etc.


Aluno e professor precisam recorrer à leitura como meio de conhecimento, logo ela não é de responsabilidade apenas do professor de língua portuguesa.  A leitura funcional está mais engajada ao conhecimento e deve, portanto ser planejada de forma didática. Ela é um instrumento importante para a aquisição da leitura, mas, todavia de caráter técnico.


 Leitura crítica


A leitura formativa ou de opinião é, segundo Graça Paulino, a que pretende, por exemplo , o texto jornalístico, principalmente o editorial. Seria a leitura obediente ao texto de opinião. Esse tipo de texto pretende fazer a cabeça do leitor. Mesmo a mais objetiva notícia de jornal traz em si uma ideologia, que cabe ao leitor desvendar. Para isso  faz-se necessário recorrer à leitura crítica.


A leitura crítica visa a formação de opinião do leitor, levando-o a análise e, posteriormente à reflexão de aceitabilidade ou não do que se lê. 


A leitura crítica promove outra forma de interdisciplinaridade, além de fazer cumprir a meta de se desenvolver a leitura funcional.  


 Leitura Literária


O ato da leitura como investimento de desejo. Cada um projeta no texto, lido pela leitura, seus anseios, seus desejos, suas angústias, suas pulsões e desejos.


Vale, pois refletir, sobre a postura corporal cobrada pela escola, sobretudo, no momento da leitura: o movimento dos olhos, a ausência do movimento dos lábios, a repressão do movimento de seguir a linha com o dedo, etc. O controle da leitura começa aí, no cerceamento dos movimentos corporais. Em casa, lemos deitados ou sentados de pernas para o ar, rimos ou choramos durante a leitura, manifestando nossas emoções.


Enquanto professores, precisamos antes trabalhar a leitura que nos permita partilhar os caminhos do bosque, cruzando as nossas trilhas as de outros.      


 O livro e a criança


Literatura infanto-juvenil: a literatura produzida para ser consumida entre as  criança e jovens, embora muito se discuta a questão da possível produção de textos por esse mesmo segmento.


 Faz se necessário ter em mente que, antes de selecionar e dirigir a leitura de nossos alunos, importa prepará-los como leitores, ampliando sua capacidade crítica, desenvolvendo seu potencial de reflexão e questionamento, sem contudo diminuir sua relação de prazer com o texto . O leitor é agente paciente no processo de de seu desenvolvimento do mundo em que vive.    


 Criação e repressão


É interessante pensar um pouco sobre a relação criança/criação.


A produção de texto pode ser estendido à leitura, pois ler é também preencher Lacunas, estabelecer relações, fazer perguntas. Na escola, porém, o que  se faz, usualmente, é pedir aos alunos que dêem respostas, regidamente controladas, a perguntas feitas sobre um texto qualquer. A leitura, que é um processo de produção de sentidos, reduz-se a uma reprodução de sentidos dados. O sujeito se faz objeto, a pergunta faz-se resposta, o prazer, tédio.    


 Ler é produzir


O texto é decorrente de uma produção, do preenchimento de um espaço vazio, é pois, produto, mas, no momento em que se abre ao leitor, instaura-se um novo processo: o de leitura enquanto produção.   


 Atração pelas histórias


A criança em qualquer época ou espaço tem atração pelas histórias, contadas ou lidas. São ouvintes incansáveis de contos de fadas, histórias de aventuras, narrativas populares. Se isso ocorre por que elas não transformam em leitores, ou quando muito são leitores esporádicos?   


 O texto e outros textos


As histórias são retomadas ganhando novas versões e ideologias latentes, capazes de dialogar umas com as outras, aprofundando em suas temáticas e ganhando novas dimensões capazes de divertir e ensinar o leitor que a literatura  é universal e não é feita meramente de forma individual.  Quem conta um conto, aumenta um ponto e, são esses pontos que enriquecem o prazer da leitura.


 Formando o leitor


A formação do leitor não se dá apenas através da leitura, mas também do conhecimento de onde ela parte, a sua utilidade: para que/ por quem/ para quem / o que é / e quem é... Desta forma acrescenta ao universo do leitor uma série de novos conceitos sobre a arte, qual ele, aos poucos vai se inserindo, tornando-se capaz de se  transformar, também, num grande produtor ou idealizador dela.  


 WALTY, Ivete Lara C. Os sentidos da Leitura. Presença Pedagógica. Belo Horizonte, n. 4, jul./ago., 1995., p.23-37.  


 




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