Vivemos hoje num mundo de constantes mudanças marcadas pela imposição e exclusão de valores que se manifestam no âmbito das relações
sociais ocasionando confrontos,
desigualdades e assumindo espaços nas relações entre povos, culturas, civilizações tornando-se ícones presentes nos padrões pertinentes sociais, políticos e culturais.
É pelo reconhecimento das constantes mutações da sociedade que surge a necessidade de inserir no currículo escolar o multiculturalismo para que docentes, discentes e todos envolvidos no contexto escolar e social possam buscar uma educação que valorize “o ser e não o ter”, desta
forma aponta-se a
proposta de trabalhar um
ensino participativo que ofereça condições para que os indivíduos tenham um olhar crítico e atuante sobre as desigualdades sociais, contemplando assim uma ação e transformação global da sociedade.
Pois acreditamos que só é possível excluir essa massificação de interesses econômicos e políticos, quando for considerado o contexto social vivido pelo aluno, como conteúdo básico de discussões e inserções na prática escolar, assim sendo a aprendizagem terá maior significação e superará a idéia de uma educação passiva atrelada de uma ação de conhecimentos tradicionais legítimos como qualidade para o processo curricular escolar.
A circunstância do novo milênio nos propõe o desafio de rever a prática pedagógica e introduzir uma autoconstrução de desenvolvimento social por meio de informações e conhecimentos obtidos pela experiência acumulada do aluno. Nessa emergência o conhecimento, atitudes, valores e habilidades devem ser confrontados e relacionados com os saberes científicos ou didáticos que construirá os conteúdos básicos dos saberes escolares, contudo envolver os familiares na elaboração da proposta pedagógica é uma forma de resgatar a credibilidade do ensino, assim como permitir aos educando a compreensão da atualidade e valorização da sua realidade.
Contudo percebe-se que sistema de ensino no Brasil a cada ano vem trazendo novas mudanças que precisam ser avaliadas. Entretanto, há um descaso grande de muitos que nos levam a refletir sobre a atual educação, sua forma de si impor e excluir as diversidades culturais das pessoas. Para que essa mudança seja viabilizada, é imprescindível que se conheça como funciona a estrutura do ensino. Analisar a organização administrativa, pedagógica e curricular do sistema de ensino, propondo assim novas saídas para desenvolver meios que não excluam, mas que socialize o conhecimento sem discriminação e exclusão através do multiculturalismo.
Primeiramente deve ser valorizado o diálogo e a comunicação que são principais fontes de conhecimento pessoal, entre a escola o docente e o discente e a comunidade, de forma que todos sejam participantes da construção do conhecimento.
Infelizmente, no Brasil não existe a pratica consciente, nas escolas e muitas das vezes também nas instituição de ensino superior, de contemplar, no planejamento, a analise do mundo fora da realidade do aluno, mostrar que existem pessoas diferentes, com pensamentos e modos de vida diferentes que precisam ser valorizadas e respeitadas. Portanto, a proposta é trazer para a sala de aula uma educação que o aluno tenha prazer em aprender junto com o professor, de maneira que ele se sinta bem e demonstre suas qualidades para somar e defeitos para serem corrigidos de forma que não o inibe e nem o retraia, trabalhando as diversidades e culturas dos alunos.
Entretanto, é de fundamental importância olhar o ser humano como capaz de crescer em todos os sentidos, não importando a etnia, onde deve-se valorizar a pessoa em todas as dimensões: emocional, física e cultural, valorizando-se o “ser” não o “ter “, para isso é imprescindível que se tenha condições com direitos e respeitos para todos, e o professor deve ser esse mediador de conhecimento e libertação.
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