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Shvoong Home>Ciências Sociais>Resumo de A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA FORMAÇÃO DO PESQUISADOR

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA FORMAÇÃO DO PESQUISADOR

Resumo do Artigo   por:Juruti     Autor : Raimundo da Silva Santos Júnior
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A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA FORMAÇÃO DO PESQUISADOR Autor: Raimundo da Silva Santos Júnior Em: 02 de abril de 2008 A prática da leitura tem sido motivo de muita discussão no meio acadêmico, isso se deve ao fato dos resultados assustadores apresentados tanto nos exames nacionais como internacionais que avaliam a capacidade de interpretação de nossos educandos. O Brasil ficou com o último lugar num ranking de interpretação de texto feita pela OCDE, o clube dos países ricos. A organização descobriu que um operário americano compreende a leitura de um texto com maior facilidade do que um brasileiro que estuda em bons colégios. A explicação: 60% dos professores não têm o hábito de ler. (Veja,2003,p.33). A prática da leitura é um dos pontos a ser recuperado pelos professores. É importante que tais profissionais saibam que sem uma melhoria no ato de ler, e conseqüentemente sem evolução na prática pedagógica, estão condenados à rotina e ao tédio. Quem lê vai oxigenando a mente com novos paradigmas, pois consegue ver com novos olhares as situações problemas que a cada dia vão se apresentando. E assim sendo terá condições de evoluir, encontrando tanto para si como para outros, que no caso do professor são os alunos, propostas inteligentes para reconstrução das práticas. É preciso formar o professor investigador e reflexivo. Para tanto, necessita-se que o professor seja um observador, leitor e tenha produção textual própria. É impossível sensibilizar os alunos para a leitura, se o professor não tem o hábito de ler. (HENGEMÜHLE,2004,p.136). Quem não tem o hábito de ler, também não terá o hábito de investigar, de pesquisar e de reinventar. Ler é mais do que decodificação de letras, sílabas, palavras, frases e textos. Ler exige reflexão, interpretação. Ler se torna um exercício de alienação quando não acompanha uma compreensão contextualizada. O assunto lido não deve apenas ser engolido, aceito unicamente da forma com foi apresentado, precisa ser ruminado, mastigado novamente. É nesse momento que surgirão os questionamentos, a reflexão. Paulo Freire contribuiu de forma muito significativa para o processo de compreensão do ato de ler ao dizer que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra e a leitura da palavra dá mais condições para que o sujeito dê continuidade de forma competente à leitura do mundo.
“A leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. (1986,p. 22). É imprescindível ao professor pesquisador a prática da leitura competente, da leitura reflexiva e investigativa. Não se pode conceber um pesquisador que não sinta diariamente necessidade de melhorar sua cosmovisão. Durante muito tempo no contexto da educação brasileira buscou-se a explicação para o fracasso escolar no aluno e em sua família. Graças a pesquisas investigativas sobre tal realidade, começou-se a ter uma nova compreensão do problema, começou-se a questionar por exemplo, a cultura do silêncio, da falta de leitura, a qual ainda resiste em sobreviver em nosso país em pleno século XXI. Por muito tempo, buscou-se a explicação para o fracasso escolar no aluno ou em sua família. A partir desse registro, passou-se progressivamente de uma explicação pelas aptidões ou pelo dom a uma explicação pelo meio cultural, admitindo que os recursos que o aluno mobiliza na escola não são expressão de um patrimônio genético, mas dizem respeito tanto a uma forma de herança cultural quanto ao meio familiar durante os estudos. (PERRENOUD,2000.p.23) O professor é por natureza da profissão um pesquisador, caso este não se prepare para tamanha responsabilidade, estará contribuindo para a manutenção da realidade tal como está posta.
REFERÊNCIAS
VEJA, Revista, nº 17, de 30 de abril de 2003. Freire, Paulo. A Importância do Ato de Ler: São Paulo: Autores associados: Cortez. 1986. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo; 4). HENGEMÜHLE, Adelar. Gestão de Ensino e Práticas Pedagógicas/ Adelar Hengemühle. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
PERRENOUD, Fhilippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação / Philippe Perrenoud; Trad. Patrícia Chittoni Ramos. – Porto Alegre: Artes Médicas Sul,2000.
Publicado em: 02 abril, 2008   
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