A Análise da Justiça
O
homem bom deve ser amigo de si mesmo (pois ele próprio lucrará com a prática de
atos nobres, ao mesmo tempo que beneficiará os seus semelhantes); mas o homem
mau não o é, porque, com o abandono as suas más paixões, ofende tanto a si mesmo como aos outros. Para o homem mau, o que ele faz está em conflito com o que deve fazer, enquanto o homem bom faz o que deve, porque a razão, em cada um dos que a possuem, escolhe o que é melhor para si mesma e o homem bom obedece à razão.
A justiça é considerada por Aristóteles como a virtude ética mais importante. Os atos corajosos e justos estão ligados à
sabedoria prática, já que os princípios de tal sabedoria concordam com as virtudes morais e a retidão moral concorda com ela. A coragem envolve dor e é justamente louvada por isso, pois é mais difícil enfrentar o que é doloroso do que abster-se do que agradável.
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