O movimento de Reforma psiquiátrica iniciado na Itália ainda busca reconhecimento pelas autoridades como uma mudaça de valores
na cultura e instituições.A desospitalização é um processo lento mas que está sendo conquistado por leis que exigem serviços de atenção psicossocial nas cidades e também a inclusão do leitos nos hospitais gerais. A realativização do diagnóstico médico é um dos quesitos necessários para compreender a complexidade de um ato como a internação ou a afirmação de que um sujeito possui tal transtrono mental perante a sociedade que está inserido.
Paulo Amarante faz uma análise histórica, ideológica e política do
movimento, diferencia as vertentes presente no mesmo até sua trajetóra de entrada no Brasil,utiliza conceitos de Basaglia sobre os perigos dos conceitos científicos e cientifizantes sobre a subjetividade humana.O livro faz a inversão da
psiquiatria e análise de sua função social como perseguidor e perseguido na exclusão de sujeitos e aponta a loucura como expressão do sofrimento das cidades e grupos sociais. Amarante busca ilustrar o retorno a psiquiatria clinica que escuta a loucura como metáfora de sentimentos presentes na realidade subjetiva e contextual do ser humano.