Na parte II do Projeto para uma Psicologia Científica, (título dado pela edição inglesa para este trabalho escrito em 1895), Freud constata que a
compulsão histérica encontra uma solução imediata ao ser explicada.
Quanto ao processo que produz ao aparente absurdo e incongruência da compulsão histérica constata na época o seguinte:
-antes da análise a idéia excessivamente intensa (indicando características quantitativas) irrompe frequentemente na consciência provocando o
pranto, do qual o sujeito não tem controle e não sabe o
motivo.
-depois da análise, aparece a idéia B, que é o motivo do pranto.
B mantém certa relação particular com A.
Houve uma ocorrência que consistiu em B (motivo do pranto) + A (circunstância ocasional).
Há uma reprodução desse fato na lembrança como se A tivesse ocupado o lugar de B.
O elemento A substituiu B, tornando-se seu
símbolo e provocando o pranto com aparente incongruência.
Pode ocorrer que o elemento B que se relaciona ao elemento A pelo qual se chora, não tenha a menor importância para a vida psíquica do sujeito.
E então há uma completa substituição da coisa pelo símbolo.
A conclusão que apresenta vem então na forma de proposição lógica: existe uma repressão
correspondente para cada compulsão e existe uma amnésia correspondente para cada intrusão excessiva de alguma idéia na consciência.
Acrescenta então uma modificação reintroduzindo a dimensão quantitativa: o
recalque (nesta época) teria o sentido da idéia estar privada de Q. (quantidade)
O que foi acrescentado a A foi subtraído de B o que leva à conclusão cuja importância permanece em sua obra: há um deslocamento nos processos patológicos tal como o que se percebe nos sonhos. Este processo recebe o nome de processo primário.
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