Oliveira (2005) nos mostra que com o avanço da ciência e da industrialização foram necessárias grandes mudanças no contexto de organização, repercutindo na configuração de novos modelos no
campo da administração e no campo da educação mostrando as etapas históricas das diferentes abordagens dos estudos nestas duas áreas de conhecimento na parte interação e influência. Com a industrialização colocava-se em pratica “Sociedade Organizacional” com isso se observava o avanço da razão da liberdade e da justiça com progresso da sociedade sobre a irracionalidade humana.
Com o avanço industrial surgiram novas organizações e novos métodos administrativos, foi nesse caminho ou trajetória que encontramos ligações das teorias organizacionais com a administração escolar, pois o crescimento da industrialização houve um crescimento correspondente na área escolar, visto que a
escola prepara o indivíduo para o
trabalho.
Se aceitarmos que uma função primordial da escola é a socialização para o trabalho – e assim o fazem não apenas a maioria dos estudiosos da educação, mas também seus agentes e seu público – saltam aos olhos as necessidades de compreender o mundo do trabalho para poder dar a devida conta da educação (OLIVEIRA, 2005, p.24.).
A escola hoje é vista como instância de desenvolvimento de relações humanas. Ela precisa focar a geração que vem nascendo no século XXI, que necessita ser sensibilizada para a convivência desarmada, negociada, baseada no diálogo, aceitando divergências, livrando-se da intolerância preconceituosa e apresentando uma visão não-comportamentalizada da realidade.
O acesso à informação e ao detalhamento da mesma exige um paradigma de educação e de homem que não privilegie culturas, pois este
profissional do terceiro milênio precisa ser aberto à convivência pacífica, políticos e étnicos, pois esse tipo de intolerância mexe com o
comportamento do indivíduo, se caso ele não souber dividir esse relacionamento no campo de trabalho. Pois o ser
humano anseia o atingimento de metas coletivas.
Um novo modelo de gestão poderá reverter as relações de poder entre as pessoas, a construção e uso das estruturas físicas e a utilização dos recursos tecnológicos, materiais e econômico-financeiros surgindo uma organização com potencial para realizar a gestão do conhecimento em um ambiente de aprendizagem contínuo e uma revisão dos processos pedagógicos e administrativos, fortalecendo o
gestor a tomar decisão de um bom líder com estratégica e competência.
De acordo com Rocha (2003), o conceito geral de competência que muitos adotaram consiste em saber atuar com responsabilidade integrando recursos, inclusive conhecimento, no sentido de aprender a aprender, com o propósito de agregar valores aos indivíduos e a organização.
Não podendo esquecer que a organização é o corpo, a instância concreta, pois ela materializa as instituições primárias que são as regras, as normas e os valores. A organização engloba os valores em uso e suas significações operantes. Ela é a esfera onde o institucional se faz efetivo, é o campo de aplicação dos princípios da instituição.
Chiavenato (2002) atribui a análise cognitiva e a análise afetiva mostrando os dois modos de comportamento. O cognitivo nos mostra que o homem usa a mente em um processo de raciocínio, lógica, racionalidade e inteligência, é o afetivo nos mostra o sentimento, a emoção e a afetividade mostram que o homem usa os dois lados do comportamento, tanto na sua vida pessoal como na vida profissional, seja no trabalho ou fora dele, são criaturas que pensam e sentem.
A área de comportamento e de motivação Organizacional vem se dedicando cada vez mais nos estudos e nos temas do comprometimento, pois as empresas querem ver como anda o vínculo do empregado com a instituição, visando que há muitos conflitos, porém esses conflitos podem ser resolvidos, pois mostram que uma equipe tem mais chances de contornar dificuldades do que os indivíduos isoladamente.
Segundo Oliveira (2005), a partir da organização podemos perceber um conteúdo que certamente pode ser aplicável a qualquer tipo de empreendimento humano destinado a cumprir uma finalidade definida. Sob esta pressuposição parece apropriado ver a escola como uma organização, tendo em vista que deferir ou atender a esses dois requisitos, um é empreendimento humano e o outro destinado a uma finalidade definida.
Ter uma noção básica de comportamento é fundamental dentro do tema abordado, consiste na maneira pela qual um indivíduo ou uma organização age, ou reage em suas interações com o seu meio ambiente em resposta aos estímulos que dele recebe.
Chiavenato (2002) nos mostra que o resultado ou efeito do comportamento tem como origem vários estímulos: o estímulo de relacionamento professor-aluno, gestor-professor, gestor-escola. A psicologia da aprendizagem tem se dedicado a explorar esta temática em inúmeras obras que demonstram que a necessidade da criação de um clima próprio à concretização do processo ensino-aprendizagem. Cabe ao professor criar um ambiente de confiança em sala de aula que favoreça as aprendizagens cognitivas, afetivas e pessoais dos alunos e, para isso, é preciso que este possa contar com a presença, o companheirismo e a cumplicidade do mestre, de lado a lado há situações que desenvolvem o conhecimento e as operações do pensamento, que admitam a auto-avaliação e que favorecem a socialização.
O exercício do magistério é uma conquista, uma tarefa que se aprimora com as experiências que há dentro de uma instituição de ensino. Com a rotina escolar as pessoas vão aprendendo a conviver, a tolerar, a respeitar-se. É assim que se dá condição para o nascimento e desenvolvimento do comprometimento de um profissional.
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